
por Agenor Duque
Publicado em 08/10/2025, às 08h50
Um novo projeto apresentado por parlamentares do PSOL tem causado revolta entre líderes religiosos e juristas em todo o país. A proposta prevê multas de até R$ 450 mil e até fechamento de igrejas que oferecerem aconselhamento, oração ou qualquer tipo de auxílio espiritual a pessoas que desejem deixar a homossexualidade. A justificativa do texto é “coibir práticas de discriminação”, mas críticos apontam o evidente risco de se transformar o Estado em censor da fé — um cenário impensável em uma nação cuja base moral, cultural e jurídica é judaico-cristã.
Especialistas alertam que a medida abre precedente perigoso: criminalizar o aconselhamento religioso, ato essencial à liberdade de consciência e de crença garantida pela Constituição Federal. Mesmo sendo o Brasil um Estado laico, isso não significa ser um Estado antirreligioso. Pelo contrário — os valores que moldaram nossa Constituição e os pilares da família brasileira têm suas raízes na tradição bíblica que sempre sustentou a vida civilizada do Ocidente.
Pastores, padres e líderes evangélicos de várias denominações veem no projeto um ataque direto à liberdade de culto e à autonomia das igrejas. “A fé não pode ser tratada como crime”, reagiu um teólogo em Brasília. Para os críticos, legislar sobre temas espirituais é ultrapassar o limite da laicidade e instaurar uma forma de perseguição ideológica, travestida de tolerância.
A imagem de uma Bíblia acorrentada e marcada por uma multa milionária viralizou nas redes como símbolo de resistência. O gesto expressa o medo de que a mesma nação que acolheu o Evangelho agora o silencie sob o peso de multas e tribunais morais. Ao punir quem ora, aconselha ou estende a mão, o Estado se coloca acima da consciência individual e do livre-arbítrio — princípios sagrados tanto para a fé quanto para o direito.
O debate ultrapassa o campo político: trata-se de uma batalha espiritual e civilizacional. O Brasil, maior país cristão do mundo, não pode permitir que a fé que moldou sua história seja amordaçada por ideologias que tentam reescrever os limites da liberdade. Defender a família, a moral e a fé não é retrocesso — é preservar as bases que mantêm de pé toda sociedade que ainda acredita em Deus.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

Polícia Civil desmonta esquema com mais de 100 empresas de fachada e prende suspeito em São Paulo

Espanha supera França, bate recorde de invencibilidade e garante vaga na final da Copa

Flávio Dino cobra explicações do Congresso e amplia investigação sobre emendas parlamentares

Lula sanciona lei que torna obrigatória educação política e cidadania nas escolas

França celebra a Bastilha, mas enfrenta uma batalha pela própria identidade

Trump revoga taxa de 20% sobre navios em Ormuz, mas mantém bloqueio ao Irã