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Dia a Dia

Mulher atropelada por trem faz tatuagem sobre cicatriz: ‘É uma nova etapa na minha vida’

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O dia 27 de fevereiro teve um sabor especial para Joseane Gonçalves, de 24 anos. Por quase dez horas, enquanto tinha seu braço esquerdo tatuado para cobrir cicatrizes decorrentes de um acidente que quase tirou sua vida, ela repassou momentos dos últimos anos e decidiu: “Hoje começa uma nova etapa na minha vida”.

E a vida dela não tem sido fácil. Em abril de 2019, há quase três anos, Joseane – que trabalha como analista de marcas e patentes – voltava para casa de um dia normal de trabalho. Por volta das 19h, quando estava em uma plataforma lotada da Estação da Luz, no Centro de São Paulo, ela caiu e foi atropelada por um trem.

Além da perna amputada, Joseane ficou com uma cicatriz profunda que sobe pela lateral do corpo e outras espalhadas devido ao atropelamento por um trem — Foto: Fábio Tito/g1

Além da perna amputada, Joseane ficou com uma cicatriz profunda que sobe pela lateral do corpo e outras espalhadas devido ao atropelamento por um trem — Foto: Fábio Tito/g1

“Quando o trem foi se aproximando, eu senti um baque, como se fosse um empurrão, com o movimento da multidão. Depois disso, eu só me recordo de estar embaixo do trem e dos bombeiros tentando me tirar. De uma luz forte no meu rosto. Alguns gritos. Depois disso não me recordo de mais nada. Acordei no hospital”, conta Joseane.

 

Foram três meses de internação no Hospital das Clínicas e cerca de 20 cirurgias. Ela conta que foi avisada que perdeu a perna assim que foi tirada da ventilação mecânica. “Tive amputação traumática da perna direita. Quebrei o fêmur e o maxilar, tive fraturas na coluna, entre outras coisas”, conta.

Joseane olha para a câmera durante sessão com a tatuadora Karlla Mendes para cobrir uma cicatriz no braço, em um estúdio na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Tito/g1

Joseane olha para a câmera durante sessão com a tatuadora Karlla Mendes para cobrir uma cicatriz no braço, em um estúdio na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Tito/g1

Desde então, ela passou a se locomover com uma cadeira de rodas, uma vez que o uso de muletas foi desaconselhado pela fisioterapeuta que a acompanha. “Uso cadeira de rodas até conseguir uma prótese, mas dizem que pode demorar até dez anos. A fila de espera para doação é muito grande, mas estou aguardando”, afirma.

Joseane ainda entrou com uma ação contra a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) pedindo indenização, mas conta que a solicitação foi negada e não conseguiu nem sequer o fornecimento da prótese.

Joseane é tatuada ao lado de sua cadeira de rodas. Espera por próteses do SUS, segundo ela, pode passar de 10 anos — Foto: Fábio Tito/g1

Joseane é tatuada ao lado de sua cadeira de rodas. Espera por próteses do SUS, segundo ela, pode passar de 10 anos — Foto: Fábio Tito/g1

A vida depois disso, conta, passou a ser “no automático”. “Ia levando… vivendo o hoje sem expectativas para o amanhã.” Até que se deparou com o Projeto “We Are Diamonds”, que ajuda mulheres a cobrirem cicatrizes com tatuagens.

“Eu sempre tive esse sonho de cobrir as minhas cicatrizes com tatuagem. Procurei tatuadores aleatoriamente, até que encontrei a Karlla [Mendes, criadora do projeto] e começamos a nossa conversa. Ela não estava no Brasil e disse que, quando chegasse aqui, iria fazer minha tatuagem.”

“Achei que ela ia esquecer de mim, mas não. Ela me ajudou muito… Eu estava em um momento sem esperança para mais nada. Foi um resgate não só pela tatuagem, mas também um encorajamento”, completa.

 

Durante o processo: tatuagem que Joseane escolheu combina as figuras de um leão, flores e diamantes, o maior deles em formato de coração — Foto: Fábio Tito/g1

Durante o processo: tatuagem que Joseane escolheu combina as figuras de um leão, flores e diamantes, o maior deles em formato de coração — Foto: Fábio Tito/g1

Joseane agora, com a figura de um leão, flores e diamantes sobre o braço, afirma que sempre que olhar para a tatuagem vai se sentir mais encorajada. Dias depois, com a tatuagem já cicatrizando, ela afirmou que, se antes cobria o braço com mangas compridas e agasalho, fica agora orgulhosa em expor o ombro com uma camiseta nos dias de calor.

“Amei o resultado da tatuagem e toda a representatividade que ela possui. Ela simboliza uma nova etapa na minha vida. Daqui para frente, só progresso, sem olhar para trás. Esse é o primeiro passo. De hoje em diante, ninguém me para.”

 

Tatuagem de Joseane depos de pronta — Foto: Arquivo pessoal

Tatuagem de Joseane depos de pronta — Foto: Arquivo pessoal

Projeto ‘We Are Diamonds’

 

O caso de Joseane chamou a atenção da tatuadora Karlla Mendes, criadora do projeto “We Are Diamonds”, que já fez com que mais de 150 mulheres recebessem tatuagens para cobrir suas cicatrizes. A jovem escreveu para a tatuadora há alguns meses e imediatamente a impactou.

A tatuadora Karlla Mendes é vista durante sessão tatuando o braço de Joseane através de um dos brilhantes decorativos que ela tem em seu estúdio, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Tito/g1

A tatuadora Karlla Mendes é vista durante sessão tatuando o braço de Joseane através de um dos brilhantes decorativos que ela tem em seu estúdio, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Tito/g1

“O caso dela me comoveu muito, pois sei que as tatuagens vão ajudá-la a se aceitar”, afirmou Karlla, dias antes do encontro com Joseane, em entrevista ao programa Segue o Fio, do g1 no YouTube.

O projeto teve início em 2017, e desde então, ela reserva ao menos dois horários em sua agenda mensal para realizar os atendimentos. O objetivo é cobrir as cicatrizes de mulheres que sofreram marcas provenientes de violência doméstica, queimaduras e cirurgias malfeitas, entre outros casos, e muitas vezes não têm condições de pagar pelo serviço de um tatuador profissional.

A tatuadora Karlla Mendes, idealizadora do projeto 'We Are Diamonds', e Joseane, vítima de um atropelamento por trem, que foi atendida pelo projeto — Foto: Fábio Tito/g1

A tatuadora Karlla Mendes, idealizadora do projeto ‘We Are Diamonds’, e Joseane, vítima de um atropelamento por trem, que foi atendida pelo projeto — Foto: Fábio Tito/g1

Dividindo-se entre Melbourne, na Austrália – onde possui um estúdio com a filha – e São Paulo – onde é proprietária do StylloTattoo, na Zona Norte de São Paulo, Karlla afirma que a procura por tatuagens para cobrir cicatrizes tem crescido tanto que ela não está dando conta da demanda. Começou a desenvolver um workshop dirigido a tatuadores, onde ensina sua técnica.

Para Karlla, poder ajudar as pessoas a superar seus traumas é sua motivação. “Estou doando parte de minha arte e talento para amenizar a dor das mulheres, devolvendo-lhes a autoestima e a vontade de viver.”

Karlla e Joseane durante sessão de longas horas para cobrir cicatriz no braço, no estúdio na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Tito/g1

Karlla e Joseane durante sessão de longas horas para cobrir cicatriz no braço, no estúdio na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Tito/g1

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G1

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