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Marcus Vinicius de Freitas: Bolsonaro não é Trump

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Marcus Vinicius de Freitas: Bolsonaro não é Trump
Bolsonaro não é Trump

Equivocadamente, durante o período eleitoral, muitos afirmaram que Jair Bolsonaro seria o Donald Trump tropical. Talvez no sentido de criar algum tipo de rechaço contra Bolsonaro, uma vez que Trump é uma figura controversa, muito se tentou difundir essa ficção. Até mesmo entre os ferrenhos apoiadores do presidente eleito, esse mito se transformou numa alucinação coletiva.

Não, Jair Bolsonaro não é Donald Trump. Bolsonaro tem maior legitimidade em voto popular do que Trump, pois foi o vencedor dos dois turnos da eleição presidencial. Trump perdeu no voto popular. Além disso, Bolsonaro teve uma lua-de-mel com um eleitorado que, inicialmente, torcia para que o seu governo desse certo.Trump jamais a teve.

No entanto, Bolsonaro – e os que o cercam – vêm tentando reproduzir o modelo “Trump” de governar em solo brasileiro. A infinidade de tuítes, o equívoco em posicionamentos em política externa, o conflito constante com a mídia e a tentativa de eternizar o conflito ideológico contra o comunismo, enfraquecem aquele que poderia ter sido um governo de modernização e grandes reformas, num mundo complexo e em transição.

O recado das urnas em 2018 foi muito claro: era o momento de parar o caos político, econômico, social, de segurança e de educação em que o Brasil estava mergulhado. No entanto, ao caos acrescentamos a questão dos tuites e da família. Que Bolsonaro utilize tuítes para se comunicar mais diretamente com eleitorado é até aceitável. Mas a guerra de tuítes somente desgasta o País.  Outro aspecto importante é o controle sobre a família. Trump enfrenta até hoje profundos questionamentos quanto à tentativa de transformar a presidência dos Estados Unidos num negócio da família. Ele tem sido habilidoso em controlar – apesar de algumas falhas – as manifestações familiares quanto à política. Não tem sido o caso no Brasil: manifestações equivocadas ampliam a tensão no País. Para governar é “preciso controlar a própria casa”, diria o Apóstolo Paulo.

Ademais, o governo reproduz a tentativa de usar a mídia como adversário, o que não é a realidade. Problemas existem, facilmente identificáveis, de narrativas distorcidas. Porém, somente a realidade de fatos e de resultados positivos pode cancelar e até mesmo desmoralizar tais narrativas e seus criadores. Quando um governo não tem uma agenda clara, fica refém da criação de agendas outras que o desqualificam.

Bolsonaro poderia ter-se apropriado melhor politicamente da pandemia da Covid-19. Tentou reproduzir Trump na negativa da importância da pandemia. Trump, no entanto, mudou de posição rapidamente. Bolsonaro ficou refém de seu equívoco, buscando dividir a população num momento que demandava – e ainda demanda – unificar a população. Tudo isso se deve à antecipação eleitoral de 2022, tem sido o fator de maior instabilidade do Brasil.

A demonização da China por segmentos do governo releva a sua importância como nosso maior parceiro em comércio e investimentos. Não convém alterar esse quadro positivo, particularmente considerando a quantidade de países disputando o mercado chinês com o Brasil.  Afinal, qual país seria a alternativa ao Brasil que comprasse os bilhões de dólares que a China compra do Brasil?

Por último, Bolsonaro vê seu capital político sendo diluído paulatinamente por sua imprudência e inépcia. Bolsonaro não terá a sustentação de resultados econômicos positivos para se viabilizar para a reeleição. Ninguém sabe em que Bolsonaro se sustentará. Sua grande esperança será antagonizar, uma vez mais, contra o PT.

Uma coisa é óbvia. Bolsonaro poderia ter sido um estadista e atingir um patamar que seus antecessores republicanos jamais alcançaram. Bolsonaro poderia fazer história com um bom governo. Ao invés de fazê-lo, apequenou-se. Conseguirá reverter isso? É só mudar o rumo.

Marcus Vinicius de Freitas, Professor de Direito e Relações Internacionais, na Universidade de Relações Exteriores da China

Twitter/Instagram: @mvfreitasbr

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