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Polícia

Jovem denuncia abuso sexual em DP

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Jovem denuncia abuso sexual em DP

Vítima relata abuso sexual e questiona polícia; delegado é afastado

Jovem afirma que escrivão ‘sumiu’ com parte do depoimento.
Estudante foi molestada e conseguiu deter suspeito, que foi solto na delegacia.

A estudante de 21 anos que foi molestada dentro de um vagão do metrô do Recife conversou com a reportagem doG1 na tarde desta quinta-feira (22). Muito emocionada, ela relatou a perseguição que sofreu durante duas semanas e que culminou na agressão da quarta-feira (21), quando o homem apalpou seus órgãos genitais. A jovem ainda questiona a conduta da Polícia Civil e o posicionamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Apesar de ter sido levado à delegacaia, o suspeito foi ouvido e liberado.

Defesa Social (SDS) divulgou nota afirmando que afastou das atividades o delegado Flamínio Barros, da Central de Plantões da Capital, responsável pelo atendimento à estudante. “Outras medidas administrativas estão sendo tomadas, como a comunicação da ocorrência à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, para que apure a responsabilidade administrativa de possível falha no atendimento à estudante”, diz o texto da SDS.

A delegada titular da Delegacia da Mulher, Ana Elisa Sobreira, afirmou que vai intimar o suspeito. “Sempre que eu posso esclareço que o estupro não é só o fato consumado. É o atentado violento ao pudor quando a vítima é ameaçada ou violentada”, afirmou.

Relato
No começo, a vítima conta que não suspeitou do que estava acontecendo. Tendo que fazer, diariamente, a mesma rota para ir ao estágio, ela pensou que o agressor fosse mais uma pessoa que trabalha no centro da cidade. “Centenas de pessoas fazem o mesmo trajeto todo dia e no mesmo horário, mas de uma semana para cá é que ele começou a ficar mais atrevido”.

A jovem conta que só percebeu que havia algo errado na atitude do homem quando notou que ele só embarcava nos mesmo vagões e nos mesmos horários que ela. “Vi que ele deixava de pegar o metrô do horário para esperar e entrar no mesmo que eu. Ele ficava lá, em pé na estação, me esperando”.

O que começou com uma sensação desconfortável de perseguição, logo se transformou em contato físico. Mesmo com o vagão vazio, ele a procurava. “Ele ficava se encostando em mim, apertando minhas nádegas. Cheguei a achar que ele queria me roubar, pegar o celular do meu bolso, mas não”.

As abordagens foram aumentando e ficando cada vez mais graves, segundo a jovem. Mas, foi na terça-feira (20) seu pior pesadelo. “Eu saí da estação Joana Bezerra e peguei um ônibus. Ele entrou atrás de mim e apertou a minha vagina. Eu tirei a mão dele e corri para o fim do ônibus. Ele foi atrás de mim, chegou perto e começou a se encostar muito atrás de mim. Foi horrível. Desci na próxima estação chorando, mas estava muito deserta e resolvi voltar rápido para o ônibus. Dessa vez, como estava cheio, ele ficou atrás e eu na frente. Ele ficou o tempo todo me encarando enquanto eu chorava”, disse, relatando que nenhum passageiro teve a iniciativa de perguntar se havia algum problema.

Sem saber o que fazer, a estudante resolveu contar tudo para mãe. Indignada, a mãe resolveu acompanhar a filha. “Fui com a minha mãe e lá estava ele, de boné preto e me esperando. Minha mãe teve a ideia de deixar o metrô do horário passar para ver se ele não o pegaria, ele não pegou. Entrei no vagão e minha mãe em outro. Quando ele me apertou de novo eu liguei para ela dizendo que desceria na próxima estação”.

A estudante relembra que nesse momento já estava fora de si e saiu correndo para fora do vagão aos prantos. O homem a seguiu. Porém, ele não contava com a mãe da vítima, que correu e conseguiu segurá-lo, aos gritos de “tarado”. Após ser detido por ela e por outros passageiros, foi levado por dois homens que se apresentaram como sendo da CBTU.

Delegacia
Encaminhados para um setor administrativo do metrô, elas aguardaram um carro que as levaria para a Delegacia da Mulher, no bairro de Santo Amaro. Porém, a atitude dos dois funcionários chamou a atenção da vítima. “Eles falaram ‘vocês sabem que isso não dá em nada. No máximo um TCO [Termo Circunstancial de Ocorrência]. Vocês têm certeza que querem continuar isso? Mas claro, a gente não está mandando desistir, imagina. Vocês tem que correr atrás do direito de vocês’, mas o tempo todo ficavam incentivando a gente a desistir”, alega.

Após duas horas de espera, a vítima e a mãe foram levadas até a delegacia. No entanto, foram informadas que o Boletim de Ocorrência poderia ser feito em qualquer lugar. “Os funcionários entraram na delegacia e saíram dizendo que o procedimento poderia ser feito em qualquer delegacia. Nos levaram, então, para Central de Flagrantes”.

A jovem narrou, então, uma sucessão de fatos que, segundo ela, ainda tenta entender o motivo. Ela diz que não teve contato com o delegado de plantão em nenhum momento e questiona a conduta da Polícia Civil.

“Por volta das 14h é que o escrivão apareceu e pediu meu depoimento. Quando terminei de falar, ele me deu três folhas para assinar. Eu pensei que eram cópias. Então eu li a primeira e assinei as outras duas. Só que não eram cópias e, justamente, a que eu contava o que aconteceu e que era o flagrante dele sumiu”. O homem chegou a ser detido, mas foi liberado após ser ouvido pela polícia.

Orientada por uma amiga, que é policial e estranhou o procedimento, pediu para que o escrivão lesse o que foi relatado em seu depoimento. “Ele afirmou que eu só assinei duas, mas eu assinei três. Ele ficou muito nervoso. Como vamos para uma delegacia, que deveria nos proteger, e eles fazem uma coisa dessas? O tempo todo eles foram omissos comigo”, defendeu.

Ao sair da Central de Flagrantes, recebeu uma ligação do chefe da Polícia Civil, Antônio Barros. Ele ouviu toda a história, pediu desculpas em nome da corporação e a encaminhou para a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, no bairro de Santo Amaro.

“Na delegacia, escutaram tudo que a gente falou e anotaram, mas não fizeram um novo Boletim de Ocorrência [B.O]. É o mesmo boletim feito na Central de Flagrantes. Eles alegaram que não dava para alterar e só incluíram o que eu falei, as partes que omitiram na outra delegacia”, contou, ao dizer que não recebeu nenhuma cópia do B.O na Central. “Quando pedimos, eles disseram que era um arquivo privado e que não podia dar porque era sigilo”, completou.

Medo e revolta
A estudante chorou ao falar do medo que sente em saber que o suspeito está solto. “Ele chegou a dizer que sabia onde eu morava. Eu fui afastada do meu trabalho por conta disso. Eu estou afastada das minhas atividades diárias por causa disso. Eu não tenho segurança. Quem sabe se esse homem está me observando à noite também? Como eu faço para ir para faculdade e como eu faço para voltar para casa? Se ele me observou de manhã cedo, pode ter me observado em qualquer horário”.

Pedindo a prisão dele, a estudante pôs em cheque a postura da Polícia Civil e as campanhas de combate a violência contra a mulher. “Eu quero questionar a polícia. Como ela quer que as mulheres denunciem se eles fazem uma barbaridade dessas? Para mim, são piores que um tarado, porque eles trabalham pela defesa das pessoas e tomam uma atitude dessas, de soltar um tarado”, encerra.

Resposta CBTU
Em nota, a a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) alega que a equipe de segurança atuou de imediato, evitando o linchamento do suspeito. “Mãe e filha, após o tumulto, não se apresentaram espontaneamente à segurança para apresentar queixa, que só foi efetivada após os seguranças as conduzirem à sala operacional”.

O comunicado ainda confirma que as duas foram acompanhadas por dois seguranças operacionais até a Delegacia da Mulher, porém a unidade policial não teria recebido o caso e orientado que se encaminhassem para a delegacia da jurisdição.

“Antes que os seguranças levassem as duas para a delegacia em questão, a mãe da vítima recebeu um telefonema, cujo interlocutor pediu que fossem levadas à Central de Plantões da Capital, o que foi feito”, completa o texto

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