Prazo prorrogado

STJ prorroga investigação sobre denúncia de importunação sexual contra ministro

Sindicância interna que apura acusação contra Marco Aurélio Buzzi deve ser concluída até 14 de abril

Buzzi se defende das acusações, afirmando que as informações divulgadas não correspondem aos fatos e repudiando as ilações sobre seu comportamento - Imagem: Reprodução/STJ

Letícia Sales Publicado em 07/03/2026, às 09h11

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu prorrogar até 14 de abril o prazo para a conclusão da sindicância interna que investiga uma denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A apuração administrativa busca esclarecer um episódio que teria ocorrido em janeiro deste ano, durante uma viagem a Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

O procedimento foi aberto em 4 de fevereiro e o relatório final estava previsto inicialmente para ser entregue na próxima terça-feira (10). No entanto, a comissão responsável pela investigação solicitou mais tempo para continuar a análise do caso, o que levou à prorrogação do prazo. Enquanto a apuração segue em andamento, o ministro permanece afastado cautelarmente de suas funções no tribunal.

A denúncia foi formalizada por meio de boletim de ocorrência. De acordo com o relato, o ministro teria tentado agarrar uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar enquanto o grupo passava férias no litoral catarinense.

Além da sindicância aberta no STJ, o caso também é analisado por outros órgãos do Judiciário. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) conduz uma apuração sobre possíveis infrações disciplinares e eventuais sanções administrativas. Já a vertente criminal do caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Nunes Marques.

Por integrar um tribunal superior, Marco Aurélio Buzzi possui foro por prerrogativa de função, o que faz com que eventuais acusações criminais sejam analisadas diretamente pelo STF.

Após o início das investigações, o ministro divulgou nota negando as acusações. Segundo ele, as informações divulgadas publicamente não correspondem ao que de fato ocorreu.

“As informações divulgadas não correspondem aos fatos”, afirmou Buzzi. O magistrado acrescentou ainda que foi surpreendido pela denúncia e repudiou “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

As investigações seguem em andamento nos diferentes órgãos responsáveis pela análise do caso.

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