PROPOSTA

Silvio Almeida cogita deixar o Brasil em meio à investigação sobre assédio

Ex-ministro dos Direitos Humanos considera a possibilidade de deixar o país em 2025 para aceitar proposta de trabalho no exterior

Silvio Almeida cogita deixar o Brasil em meio à investigação sobre assédio - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 27/12/2024, às 09h14

Desde sua demissão do Ministério dos Direitos Humanos, o futuro de Silvio Almeida permanece incerto. Acusado de importunação e assédio sexual, o ex-ministro considera a possibilidade de deixar o Brasil em 2025 para aceitar propostas de trabalho no exterior.

Silvio Almeida, que já ocupou cargos acadêmicos de prestígio, como professor visitante na Universidade de Columbia e pesquisador na Universidade Duke, nos Estados Unidos, revelou a aliados que recebeu convites de instituições estrangeiras. Contudo, até o momento, ele não tomou uma decisão sobre aceitar ou não essas ofertas.

A primeira aparição pública do ex-ministro após sua saída do cargo ocorreu em 11 de dezembro, durante a festa de fim de ano do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE). Durante este evento, Almeida expressou a intenção de gradualmente retornar à vida pública e utilizar suas redes sociais para discutir questões raciais, um tema central em sua trajetória profissional.

Uma das primeiras ações nesse sentido foi uma postagem em que desejou "plena recuperação" ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o chefe do Executivo passar por cirurgias recentes.

A demissão de Silvio Almeida ocorreu em setembro, após a divulgação, pelo site Metrópoles, sobre denúncias de assédio sexual contra ele. Entre as alegações estava uma denúncia feita pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

Desde o início das acusações, Almeida tem se declarado inocente, e a Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar os relatos. Apesar das controvérsias, não há restrições que impeçam o ex-ministro de deixar o país.

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