Pablo Marçal é indiciado pela PF por uso de documento falso em ataque contra Boulos

Nas eleições, Marçal divulgou laudo falsificado com assinatura de médico já falecido, acusando adversário de uso de drogas

Pablo Marçal - Imagem: Reprodução | YouTube - Band TV

Marina Milani Publicado em 09/11/2024, às 08h44

A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira (8) o candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) pelo crime de uso de documento falso. Marçal apresentou um laudo fraudulento em 4 de outubro, véspera do primeiro turno, com acusações contra seu adversário Guilherme Boulos (PSOL), no qual o documento alegava, sem comprovações válidas, que Boulos teria envolvimento com uso de substâncias ilícitas.

Após horas de depoimento na Superintendência da PF em São Paulo, Marçal negou o envolvimento direto no caso, atribuindo a responsabilidade à sua equipe. No entanto, peritos federais confirmaram a falsificação ao constatar que a assinatura do suposto médico responsável, José Roberto de Souza, falecido em 2022, não condizia com a grafia do documento. O exame grafotécnico revelou claras dissimilaridades, concluindo que “os manuscritos questionados não foram produzidos pela mesma pessoa.

A filha do médico, Aline Garcia Souza, reforçou que seu pai nunca trabalhou na clínica mencionada e jamais ofereceu atendimento a dependentes químicos, desmentindo a autenticidade do documento divulgado. Luiz Teixeira da Silva Junior, sócio da clínica Mais Consulta — que Marçal alegou ser a origem do laudo — também declarou que seu nome foi utilizado sem consentimento e que jamais atendeu o deputado do PSOL.

Agora indiciado, Marçal aguarda a conclusão do inquérito, que será enviado ao Ministério Público. Caso o MP decida apresentar a denúncia e esta seja aceita, Marçal poderá responder judicialmente, tornando-se réu em processo criminal.

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