Tentativa de Golpe

Ministro do STF pede 14 anos de prisão para líder de acampamento golpista

Diego Ventura, acusado de ser líder de acampamento golpista, enfrenta pena severa e reparação por danos causados

Diego Ventura, acusado de ser líder de acampamento golpista, enfrenta pena severa e reparação por danos causados - Imagem: Reprodução / Fernando Frazão / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 20/06/2025, às 17h21

O ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta sexta-feira (20) seu voto pela condenação de Diego Dias Ventura a uma pena de 14 anos de prisão. Esta decisão se relaciona à participação do réu nos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.

O julgamento, que ocorre em formato virtual, trata da denúncia formalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Diego Dias Ventura é acusado de ser um dos líderes do acampamento golpista montado em frente ao Quartel do Exército em Brasília.

Em sua argumentação, Moraes destacou que o réu teve um papel ativo na coordenação da logística do acampamento e esteve presente nos atos que ocorreram na Praça dos Três Poderes. Além da pena de prisão, o ministro sugeriu que Diego deve arcar com o pagamento de R$ 30 milhões em reparação pelos danos provocados durante as depredações, quantia que deverá ser dividida entre os demais condenados envolvidos nas invasões.

O ministro ressaltou que a investigação realizada incluiu a apreensão do aparelho celular do réu, que revelou conteúdos comprometedores. "Foram extraídas mensagens e áudios de diversos grupos de WhatsApp, onde Diego coordenava a logística do acampamento, promovia arrecadação financeira e organizava ações entre os participantes", detalhou Moraes.

Em 2023, Diego foi detido, mas posteriormente recebeu autorização para responder ao processo em liberdade.

A votação no plenário virtual da Primeira Turma do STF permanecerá aberta até segunda-feira (30), aguardando os votos dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

No que tange à defesa do réu, os advogados de Diego Dias Ventura pleitearam sua absolvição, alegando a ausência de provas robustas. A defesa argumentou que o cliente participou apenas de uma "manifestação pacífica em Brasília" e não possui ligação com os atos violentos perpetrados por outros manifestantes.

STF ALEXANDRE DE MORAES PRG Diego Dias Ventura

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