Rio de Janeiro

Lula se reuniu com ministros para discutir consequências da operação contenção no Rio de Janeiro

Ministros como Alckmin e Lewandowski participam de reunião para avaliar a situação após a operação mais letal da história do estado

Ministros como Alckmin e Lewandowski participam de reunião para avaliar a situação após a operação mais letal da história do estado - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 29/10/2025, às 15h53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma reunião de emergência com membros de seu ministério na manhã desta quarta-feira (29), no Palácio da Alvorada. O encontro tem como objetivo discutir os desdobramentos da Operação Contenção, realizada na véspera no Rio de Janeiro.

A operação policial, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha na terça-feira, resultou em mais de 130 mortos. A contagem de vítimas ainda não foi finalizada, uma vez que muitos corpos estão sendo retirados das áreas de mata por moradores locais.

Entre os ministros presentes na reunião estão:

Na mesma data, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, admitiu que a operação ultrapassou os limites das competências estaduais e solicitou um maior apoio federal para enfrentar as organizações criminosas atuantes na região.

O ministro Ricardo Lewandowski esclareceu que não recebeu qualquer solicitação formal para apoio à Operação Contenção, e a administração federal analisa as ações a serem tomadas a partir deste evento. Vale ressaltar que esta operação se destacou como a mais letal na história do estado, com o intuito de combater o Comando Vermelho.

Em resposta à ação policial, criminosos bloquearam 35 ruas em diversos locais da cidade utilizando veículos e outros obstáculos, como latões de lixo e barricadas incendiadas.

Especialistas apontam que a operação não conseguiu alcançar seu objetivo de contenção do crime organizado e pode ter intensificado a violência na capital fluminense.

Lula retornou a Brasília na noite anterior após uma viagem ao Sudoeste Asiático. Antes da chegada do presidente, uma reunião prévia coordenada pela Casa Civil já estava em andamento para discutir as implicações da operação.

Atendendo ao pedido do governador Castro, Rui Costa autorizou a transferência de 10 detentos para presídios federais. Estes indivíduos são suspeitos de liderar ações que culminaram no caos recente observado na cidade.

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