Miriam na Casa Civil

Lula escolhe Miriam Belchior para assumir a Casa Civil a partir de abril

Indicação confirma aposta do Planalto em nomes da equipe para evitar descontinuidade no governo

Ministros precisam se desincompatibilizar até seis meses antes das eleições, e mudanças já estão em andamento no governo - Imagem: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 29/01/2026, às 11h11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já definiu que a ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior (PT) assumirá a Casa Civil da Presidência da República a partir do início de abril. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (29) pelo ministro Rui Costa (PT-BA), durante entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, no interior da Bahia.

Segundo Rui Costa, a escolha já foi comunicada tanto a ele quanto à própria Miriam. “Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que as indicações sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo”, afirmou.

Atualmente secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior já era apontada nos bastidores do Palácio do Planalto como sucessora natural de Rui Costa, que deve deixar o cargo para disputar as eleições. A indicação não encontrou resistência dentro do PT e foi considerada um movimento esperado pela base governista, apesar de algumas reclamações pontuais de setores do centrão.

Miriam Belchior integra o núcleo histórico do Partido dos Trabalhadores e tem longa trajetória em administrações petistas. Foi ministra do Planejamento, da própria Casa Civil, presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ela também foi casada com o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002.

A mudança faz parte de uma reconfiguração mais ampla no governo federal. Cerca de 20 ministros devem deixar o primeiro escalão até abril para concorrer nas eleições, respeitando os prazos da legislação eleitoral. A tendência é que secretários-executivos assumam os ministérios, como forma de preservar o andamento das políticas públicas.

Para cargos como senador, deputado federal e governador, ministros de Estado precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito. Enquanto alguns nomes já confirmaram publicamente suas saídas, outros seguem em negociação nos bastidores do governo.

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