Em evento em São Paulo, ministro da Fazenda reafirmou confiança em redução da taxa básica de juros pelo Banco Central
Manoela Cardozo Publicado em 22/09/2025, às 12h32
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), voltou a defender nesta segunda-feira (22), em São Paulo, que o ciclo de cortes da taxa básica de juros (Selic) deve começar em breve. Segundo ele, os indicadores recentes da economia, como a queda da inflação e a estabilidade do dólar, criam espaço para uma trajetória sustentável de redução.
Na semana anterior, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a Selic em 15% ao ano. A taxa é utilizada como principal ferramenta para controlar a inflação. Em geral, quando está mais alta, encarece o crédito, reduz o consumo e ajuda a segurar os preços. Já a queda nos juros tende a baratear financiamentos, estimular a produção e ampliar a atividade econômica.
O juro no Brasil não se explica apenas pela questão fiscal. Existem muitos outros fatores. O fiscal é importante, mas não é a única explicação para esse patamar", afirmou Haddad, durante um seminário organizado por um banco na capital paulista.
O ministro acrescentou que está otimista com os próximos meses: "Acho que o juro vai começar a cair e, na minha opinião, será de forma consistente e sustentável. Não sei em qual momento, mas os dados de inflação e o câmbio atual indicam uma melhora importante no próximo ano".
O discurso ocorre em meio à divulgação de novos números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Em agosto, o índice registrou queda de 0,11%, após sete meses seguidos de alta. A deflação representou recuo de 0,37 ponto percentual em relação a julho, quando a taxa havia sido de 0,26%.
A expectativa do governo é de que esse movimento de arrefecimento nos preços fortaleça o ambiente econômico e contribua para uma redução gradual da Selic, sem comprometer o controle da inflação.