Ministro da Fazenda destaca necessidade de globalização baseada no desenvolvimento social, econômico e ambiental para garantir justiça e inclusão
Lívia Gennari Publicado em 05/07/2025, às 18h44
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou neste sábado (5), na abertura da Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do Brics, a necessidade de uma “reglobalização sustentável”. Segundo Haddad, trata-se de uma nova fase da globalização, que deve ser pautada pelo desenvolvimento social, econômico e ambiental para toda a humanidade.
Durante seu discurso, o ministro também reforçou o apoio do Brasil à criação de uma Convenção-Quadro das Nações Unidas para a Cooperação Internacional em Matéria Tributária, um acordo global que busca garantir um sistema tributário mais justo e inclusivo.
“É um passo decisivo para que os super-ricos do mundo finalmente contribuam com sua parte justa em impostos”, afirmou o ministro, ressaltando que essa iniciativa é fundamental para construir um sistema internacional mais eficaz e representativo, especialmente no que se refere à taxação das grandes fortunas.
Haddad ainda destacou que o Brics, bloco que reúne países que representam quase metade da população mundial, surgiu da reivindicação desses países por maior protagonismo no sistema financeiro global.
“Nenhum outro fórum hoje possui maior legitimidade para defender uma nova forma de globalização”, afirmou Haddad.
Haddad relembra papel do Brasil no G20
Ao relembrar a atuação do Brasil na presidência do G20, o ministro da Fazenda destacou a liderança do país no lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e na defesa da taxação dos super-ricos, uma das marcas daquele período. O Brasil presidiu o G20 até novembro de 2024, quando passou o comando para a África do Sul, que lidera o grupo atualmente.
A declaração ocorre em meio a discussões no Congresso sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com a narrativa de que os mais ricos no Brasil pagam proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres.
As declarações de Haddad reforçam a posição do Brasil em defesa de uma governança global mais equilibrada e inclusiva, especialmente no campo fiscal. Ao lado dos países do Brics, o governo brasileiro busca ampliar o debate sobre justiça tributária e sustentabilidade, temas que ganham cada vez mais relevância em meio aos desafios econômicos e sociais no Brasil e no mundo.