Polícia identifica dois suspeitos pela morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes

Dois homens foram identificados a partir de impressões digitais coletadas em um dos veículos usados na execução; polícia solicitou à Justiça a prisão dos suspeitos

Ex-delegado foi morto a tiros após carreira marcada pelo combate ao PCC - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 17/09/2025, às 09h15

A Polícia Civil de São Paulo identificou dois homens suspeitos de participação no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado na última segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista. A Justiça já recebeu o pedido de prisão dos envolvidos, segundo o secretário da Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite.

Ruy, atingido por mais de 21 disparos de fuzil, dedicou mais de quatro décadas à Polícia Civil e ganhou notoriedade pelas investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e pelo combate incessante ao crime organizado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as impressões digitais encontradas em um dos veículos usados na execução permitiram a identificação dos suspeitos. Após o crime, os autores atearam fogo em um carro, mas não conseguiram incendiar um segundo automóvel, um Jeep Renegade, que acabou sendo periciado pela Polícia Técnico-Científica.

Carro usado na fuga foi queimado pelos criminosos

O primeiro suspeito identificado já possui passagens pela polícia, sendo duas por tráfico de drogas e outras duas por roubo. O segundo homem foi localizado nesta quarta-feira (17), em São Paulo, e levado à sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na capital. Ele é morador de Praia Grande e foi conduzido para averiguação.

Na mesma ação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em endereços na capital e na região metropolitana. A mãe de um dos investigados também prestou depoimento.

Segundo a SSP-SP, as forças de segurança continuam mobilizadas para capturar todos os envolvidos no crime. Mais informações sobre a investigação não foram divulgadas para não comprometer as investigações policiais.

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