Diário de São Paulo
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Operação mira Tren de Aragua em seis estados e expõe rede de tráfico, lavagem de dinheiro e armas de guerra

Ação coordenada pela Polícia Civil de Roraima cumpre 25 mandados de prisão e mais de 30 ordens de busca contra integrantes da facção venezuelana considerada uma das organizações criminosas mais perigosas da América Latina.

Policiais cumprem mandados da Operação Rota do Norte, que mira integrantes da facção venezuelana Tren de Aragua em seis estados brasileiros - Imagem: Reprodução
Policiais cumprem mandados da Operação Rota do Norte, que mira integrantes da facção venezuelana Tren de Aragua em seis estados brasileiros - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 16/06/2026, às 18h42


Uma ofensiva policial, chamada Operação Rota do Norte, foi lançada para desarticular a facção criminosa venezuelana Tren de Aragua no Brasil, resultando na emissão de 25 mandados de prisão e mais de 30 mandados de busca em vários estados.

As investigações revelaram que a facção possui uma estrutura complexa dedicada ao tráfico de drogas e armas, sendo um fornecedor significativo de armamentos para grupos criminosos brasileiros, como o Comando Vermelho.

A operação visa interromper os fluxos financeiros da organização e reduzir sua capacidade de atuação, com a continuidade das investigações e a possibilidade de novos desdobramentos no combate ao crime organizado.

Uma grande ofensiva policial foi deflagrada nesta terça-feira (16) para enfraquecer a atuação da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua em território brasileiro. Batizada de Operação Rota do Norte, a ação é coordenada pela Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil de Roraima, e tem como alvo os núcleos operacional e financeiro da organização.

Ao todo, a Justiça expediu 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente nos estados de Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A operação conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

Segundo as investigações, a facção mantinha uma estrutura criminosa sofisticada voltada para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armamentos de alto poder destrutivo. Os investigadores apontam que o grupo atuava como um importante fornecedor de armas para organizações criminosas brasileiras, especialmente para integrantes do Comando Vermelho no Amazonas e no Rio de Janeiro.

Entre os armamentos movimentados pelo esquema estariam fuzis, metralhadoras calibre .50 e até lança-granadas, equipamentos frequentemente associados a confrontos entre facções e ataques contra forças de segurança. De acordo com a Draco, a organização ocupava posição estratégica no abastecimento de armamento pesado para grupos criminosos em diferentes regiões do país.

A Polícia Civil afirma que a Operação Rota do Norte busca interromper os fluxos financeiros que sustentam a organização, além de reduzir sua capacidade logística e operacional. O objetivo é impedir a expansão da facção em Roraima e em outros estados brasileiros, atacando diretamente as fontes de recursos utilizadas para financiar atividades ilícitas.

Originada dentro da Penitenciária de Tocorón, no estado venezuelano de Aragua, a Tren de Aragua se transformou nos últimos anos em uma organização criminosa transnacional com atuação em diversos países da América Latina. O grupo é associado a crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, extorsão, sequestro, lavagem de dinheiro e tráfico de pessoas.

A expansão da facção passou a preocupar autoridades de segurança em diferentes países do continente. Nos Estados Unidos, o grupo foi classificado como organização terrorista estrangeira e se tornou alvo prioritário de ações de inteligência e combate ao crime organizado.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades brasileiras, a investigação continua em andamento e novos desdobramentos não estão descartados. Até a última atualização, os órgãos de segurança ainda consolidavam o balanço final de prisões, apreensões e bloqueios financeiros realizados durante a operação.


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