Armamento estava com um sargento do Exército ligado ao GSI, que afirmou ter retirado a arma para realizar um reparo mecânico. Caso será analisado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Redação Publicado em 16/06/2026, às 12h10
Uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma operação em Taguatinga, levantando preocupações sobre a posse e transporte do armamento por um sargento do Exército.
O sargento alegou que retirou a arma para reparo mecânico e que pretendia devolvê-la ao ex-presidente, mas a situação gerou atenção devido à posse de um armamento registrado em nome de terceiros.
A arma foi encaminhada para análise da Polícia Civil, que investiga a regularidade da situação, enquanto Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma operação de fiscalização realizada na noite desta segunda-feira (15), em Taguatinga.
O armamento estava na posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que atua junto ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Durante a abordagem, o militar apresentou documentação referente ao porte funcional e informou aos policiais que a arma pertencia ao ex-presidente.
Segundo o depoimento prestado às autoridades, o sargento teria retirado o armamento temporariamente para realizar um reparo mecânico após identificar uma falha relacionada ao percussor da arma. De acordo com sua versão, o equipamento seria devolvido ao proprietário após a conclusão do serviço.
Apesar da explicação apresentada, a situação chamou a atenção dos policiais por se tratar de uma arma registrada em nome de terceiros. Diante das circunstâncias, o armamento foi apreendido e encaminhado para análise da Polícia Civil, que investigará a regularidade do transporte, da posse temporária e da documentação apresentada.
A ocorrência foi registrada na 21ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, responsável por apurar os detalhes do caso.
O episódio ocorre em um momento em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação judicial. O ex-presidente está submetido a medidas restritivas, incluindo monitoramento eletrônico e limitações de comunicação, após decisão do Supremo Tribunal Federal.
Até o momento, não houve manifestação pública de Bolsonaro sobre a apreensão da arma. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias envolvendo o armamento.
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