Vandalismo

Ataque a ônibus em SP: 800 incidentes desde junho geram medo no transporte público

A Polícia Militar deteve suspeitos de vandalismo, enquanto investigações apontam para disputas internas no setor

A Polícia Militar deteve suspeitos de vandalismo, enquanto investigações apontam para disputas internas no setor - Imagem: Reprodução / G1

Gabriela Thier Publicado em 18/07/2025, às 17h36

Desde o início de junho até esta quinta-feira (17), a Grande São Paulo contabilizou aproximadamente 800 incidentes envolvendo ônibus em 27 cidades. Somente nesta quinta-feira, 15 novos ataques foram registrados, evidenciando a gravidade da situação.

Os ataques começaram a se intensificar em junho, levando ao temor generalizado entre os usuários do transporte público. De acordo com um relatório do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), cerca de 80% dos casos ocorreram nas zonas Sul e Oeste da capital, com um destaque significativo para a Zona Sul.

A Polícia Militar deteve três indivíduos suspeitos de envolvimento nos ataques, os quais foram interrogados por aproximadamente cinco horas antes de serem liberados. Durante o depoimento, um dos detidos foi acusado de lançar bolinhas de gude contra os ônibus.

Em uma atualização sobre as investigações, policiais do Deic informaram à TV Globo que atualmente a principal hipótese considera uma rivalidade entre empresas do setor de transporte coletivo como a motivação para os ataques. Essa disputa interna no sindicato dos trabalhadores do transporte, que já é objeto de processos judiciais, poderia estar incentivando atos violentos com o intuito de prejudicar concorrentes.

Na quinta-feira, três locais específicos em São Paulo foram alvo de ataques:

Os dados do Deic também revelam que algumas das vias mais afetadas pelos ataques incluem:

A possibilidade de ligação entre os ataques e disputas internas dentro do sindicato tem ganhado destaque em relação a outras teorias investigativas que incluíam conexões com organizações criminosas e desafios promovidos pela internet.

Esses atos não apenas causam danos físicos aos veículos envolvidos mas também geram despesas consideráveis para as empresas afetadas, que enfrentam custos adicionais de manutenção e multas aplicadas pela prefeitura durante os períodos em que os ônibus ficam fora de circulação.

No total, desde o início da onda de depredações em junho, 466 ônibus da frota municipal foram vandalizados em São Paulo. O número representa um aumento preocupante na frequência e na gravidade dos incidentes, que agora ocorrem a qualquer hora do dia. Um ataque particularmente grave resultou em ferimentos significativos para uma passageira na Zona Sul.

No âmbito intermunicipal, foram registrados 289 casos de vandalismo desde junho em diversas cidades da Região Metropolitana. Apenas no último domingo (13), foram contabilizados 47 ataques em um único dia, tornando-se o segundo período mais violento desde o início dessa onda de depredações.

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