Onze pessoas foram presas; mais de R$ 744 mil foram desviados em esquema clandestino que funcionava na zona norte da cidade

Lívia Gennari Publicado em 29/04/2025, às 17h56
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil, desarticulou, nesta terça-feira (29), uma central clandestina de golpes financeiros que funcionava em um conjunto comercial no bairro de Santana, zona norte de São Paulo. A ação resultou na prisão de 11 pessoas e na apreensão de equipamentos eletrônicos, dinheiro e itens de luxo.
A investigação teve início após o furto de um celular. De acordo com os policiais, a vítima foi induzida a entregar o aparelho aos golpistas, sob a falsa orientação de receber assistência do setor financeiro de um banco para atualizar um aplicativo bancário. Com o acesso ao dispositivo, os criminosos causaram um prejuízo superior a R$ 744 mil.
A operação foi conduzida pela 5ª Divisão sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), que identificou a existência de uma central de telemarketing destinada à aplicação de fraudes por telefone e também pela internet.
Segundo a polícia, o grupo criminoso era dividido em setores com funções específicas. Os líderes coordenavam a seleção dos integrantes, organizavam a estrutura da central e adquiriam os celulares, computadores e outros equipamentos usados nos golpes.

Cumprimento de mandados
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em três endereços ligados aos suspeitos: nos bairros Picanço, em Guarulhos, na Grande São Paulo e Vila Dom Pedro II, onde uma mulher foi presa. Nos locais, a polícia apreendeu mais de R$ 59 mil em dinheiro, além de bolsas e sapatos de grife.
Em seguida, os policiais localizaram a central onde o esquema funcionava e se encaminharam até o local. No momento da abordagem, os suspeitos ainda estavam aplicando um golpe estimado em cerca de R$ 50 mil.
Ao perceberem a presença da polícia, alguns dos criminosos tentaram destruir os equipamentos eletrônicos, enquanto outros tentaram fugir por uma rota de escape dentro do próprio escritório, entretanto todos foram presos. No local, foram apreendidos computadores e outros materiais usados nas fraudes.
Os suspeitos foram levados à delegacia, e o caso foi registrado pela 5ª Disccpat pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado, lavagem de dinheiro e resistência.
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