Estratégia econômica que pode impactar comércio global e relações internacionais
Gabriela Thier Publicado em 26/11/2024, às 16h45
Na última segunda-feira (25), o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos para instituir tarifas significativas sobre produtos importados de México, Canadá e China. A proposta inclui taxas que podem chegar a 25% para mercadorias mexicanas e variar entre 20% e 60% para itens chineses e canadenses. A iniciativa visa compelir esses países a intensificar medidas contra o narcotráfico e a imigração ilegal, além de resguardar a economia americana. Prevista para entrar em vigor no primeiro dia de seu mandato, em 20 de janeiro, a decisão já gerou reações no cenário internacional.
Em reação ao anúncio, o governo mexicano, por meio do Ministro da Economia, Marcelo Ebrard, sinalizou uma possível retaliação com tarifas sobre produtos dos EUA. Enquanto isso, Canadá e China adotaram uma abordagem mais ponderada, optando por analisar a situação antes de responder. Internamente, nos Estados Unidos, a proposta de Trump suscitou críticas de empresas e agências governamentais que alertam sobre possíveis impactos adversos na logística e no comércio marítimo, especialmente em portos movimentados como os de Los Angeles e Long Beach. Economistas expressaram preocupações de que as tarifas poderiam resultar em aumento de preços para consumidores americanos e retardar o crescimento econômico.
A estratégia de Trump contraria o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá que substituiu o Nafta. A medida reflete o nacionalismo promovido por Trump durante sua campanha eleitoral, exigindo que outros países adotem práticas econômicas que favoreçam os interesses americanos.