Café brasileiro representa mais de 30% do mercado americano, com os EUA absorvendo 16% das exportações de café do Brasil
Gabriela Thier Publicado em 12/11/2025, às 16h14
Em recente entrevista ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou planos para uma significativa redução nas tarifas de importação que afetam o café. Contudo, ele não especificou quais países produtores seriam beneficiados por essa medida.
A declaração foi feita na terça-feira (11), onde Trump destacou a intenção de facilitar a entrada de mais café no país, prometendo que o processo será realizado de forma rápida e eficiente. "Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos", afirmou o presidente ao comentar sobre o aumento nos preços dos produtos nos EUA.
Na quarta-feira (12), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reiterou a informação em uma aparição no programa Fox and Friends. Ele mencionou que os cidadãos norte-americanos podem esperar "anúncios substanciais" em breve, com o objetivo de reduzir os preços de itens como café e bananas, além de outros produtos não cultivados internamente.
Embora Bessent não tenha detalhado os mecanismos da redução tarifária, ele assegurou que as mudanças ocorrerão rapidamente e que os americanos começarão a notar uma melhora na economia já no primeiro semestre de 2026.
Até 2024, os Estados Unidos se destacavam como um dos principais destinos do café brasileiro, sendo o maior importador de cafés especiais do Brasil, com compras aproximadas de 2 milhões de sacas anualmente e gerando receitas superiores a US$550 milhões.
De acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro responde por mais de 30% do mercado americano. O Brasil é reconhecido como o principal fornecedor deste produto aos EUA, que absorvem cerca de 16% das exportações brasileiras de café.