Disparos durante a noite em Caracas aumentam a tensão após ataque dos EUA e prisão de Nicolás Maduro
Lívia Gennari Publicado em 06/01/2026, às 12h05
A capital venezuelana viveu momentos de tensão na noite da última segunda-feira (5), após a população ouvir uma sequência de disparos nas proximidades do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas. O episódio ocorreu em meio a um cenário de instabilidade política e reforço da segurança, dias depois do ataque dos Estados Unidos e da captura do presidente Nicolás Maduro.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram rajadas de tiros antiaéreos cruzando o céu da cidade, enquanto relatos indicavam confusão entre forças responsáveis pela segurança da área central da capital. O barulho intenso provocou apreensão entre moradores e levou à mobilização imediata de tropas nas imediações do palácio.
Horas depois, um ministério do governo venezuelano afirmou que não houve confronto armado. Segundo a versão oficial, os disparos partiram da polícia após a identificação de drones que estariam sobrevoando a região sem autorização. As autoridades sustentam que a ação teve caráter preventivo e que a situação foi rapidamente controlada.
Outras informações, obtidas por fontes locais apontam que o tiroteio foi desencadeado quando um drone se aproximou excessivamente do perímetro de segurança de Miraflores. A guarda presidencial teria reagido por precaução, diante do risco de ameaça aérea, e, em meio ao alerta máximo, equipamentos de monitoramento próprios teriam sido confundidos com alvos hostis.