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Venezuela

Trump afirma que EUA atacaram a Venezuela e que Maduro foi detido

Colômbia e outros líderes internacionais pedem ação urgente diante da situação tensa em Caracas

Imagem: Reprodução | X (Twitter)
Imagem: Reprodução | X (Twitter)

por Marina Milani

Publicado em 03/01/2026, às 05h48


Uma publicação atribuída ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou forte repercussão internacional neste sábado (3). Em mensagem divulgada na rede Truth Social, Trump afirmou que forças norte-americanas teriam realizado uma operação em larga escala na Venezuela, incluindo um ataque a Caracas e a suposta captura do presidente Nicolás Maduro, que teria sido retirado do país junto com a esposa.

Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo dos Estados Unidos, do Departamento de Defesa ou de qualquer outra autoridade norte-americana sobre a realização da operação descrita na postagem. A Casa Branca também não se manifestou publicamente.

Do lado venezuelano, o governo reagiu de forma imediata. Em comunicado divulgado por canais oficiais, Maduro declarou estado de emergência em todo o país e classificou a situação como uma “grave agressão militar” contra o território nacional. Segundo o texto, áreas civis e militares de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira teriam sido alvo de ataques.

O Governo Bolivariano rejeita categoricamente esta agressão imperialista e convoca todas as forças sociais e políticas à mobilização para garantir a soberania e a paz”, afirma a nota, que também diz que as Forças Armadas venezuelanas estariam em prontidão.

A declaração atribuída a Trump ocorre apenas dois dias depois de o próprio Maduro ter sinalizado publicamente a possibilidade de diálogo com os Estados Unidos, afirmando estar disposto a conversar “com fatos em mãos” com o governo norte-americano.

A repercussão ultrapassou as fronteiras da Venezuela. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nas redes sociais que há relatos de bombardeios em Caracas e pediu uma reação imediata de organismos internacionais. “A OEA e a ONU devem se reunir urgentemente”, escreveu.

Especialistas em relações internacionais alertam que informações divulgadas exclusivamente por redes sociais, sem confirmação institucional, devem ser tratadas com cautela, sobretudo diante do potencial impacto geopolítico. Até agora, não há registros independentes ou comunicados oficiais que confirmem a captura de Nicolás Maduro ou uma operação militar norte-americana em território venezuelano.


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