Internacional

Museu do Louvre vai cobrar mais caro de turistas estrangeiros

Medida busca financiar reformas, reforçar a segurança e reduzir impactos da superlotação

Mudanças nos ingressos do Louvre ocorrem após auditoria que revelou falhas de segurança - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 16/01/2026, às 14h45

O Museu do Louvre, em Paris, anunciou que vai elevar o valor do ingresso para a maioria dos turistas de fora da União Europeia a partir do início do próximo ano. A decisão foi aprovada pelo conselho da instituição e prevê um aumento significativo no preço pago por visitantes internacionais, especialmente aqueles vindos de países como Estados Unidos, Reino Unido e China.

Com a mudança, o Louvre busca ampliar sua arrecadação para viabilizar um amplo plano de modernização. A expectativa da administração é que o reajuste gere dezenas de milhões de euros por ano, recursos que serão destinados à atualização da infraestrutura, reforço da segurança e melhorias na experiência do público.

O museu enfrenta há anos críticas relacionadas à superlotação, longas filas e desgaste de suas instalações. Em 2024, quase 9 milhões de pessoas passaram pelo Louvre, consolidando o espaço como o museu mais visitado do planeta. Grande parte desse público veio do exterior, o que pesou na decisão de diferenciar os valores cobrados de visitantes não europeus.

Além do aumento no ingresso individual, a nova política também impacta turistas que visitam o museu em grupos guiados. A medida segue uma tendência já discutida pelo governo francês, que defende uma política de preços capaz de equilibrar o acesso cultural com a sustentabilidade financeira das grandes instituições públicas.

O anúncio ocorre em um momento delicado para o Louvre. Recentemente, uma auditoria apontou falhas na segurança e problemas estruturais em algumas áreas do museu, reacendendo o debate sobre a necessidade urgente de investimentos. Parte das reformas previstas inclui melhorias em espaços expositivos, ampliação de serviços como banheiros e áreas de alimentação, além de mudanças na circulação interna.

Um dos focos das intervenções será a área que abriga a Mona Lisa. A obra de Leonardo da Vinci concentra boa parte do fluxo diário de visitantes e frequentemente provoca congestionamentos. O governo francês já sinalizou a possibilidade de transferir a pintura para um espaço dedicado, como forma de aliviar a pressão sobre as galerias.

Mesmo com o reajuste, o Louvre mantém a política de gratuidade para públicos específicos e para residentes da União Europeia em determinados dias. A direção do museu afirma que o objetivo não é afastar visitantes, mas garantir condições adequadas para preservar o acervo e melhorar a experiência de quem passa por suas salas.

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