Gaza

Delegações protestam durante discurso de Netanyahu na ONU

A saída das delegações, incluindo a do Brasil, ocorreu enquanto Netanyahu se preparava para seu discurso

A saída das delegações, incluindo a do Brasil, ocorreu enquanto Netanyahu se preparava para seu discurso - Imagem: Reprodução / X / @NoaGresiva

Gabriela Thier Publicado em 26/09/2025, às 15h57

Na última sexta-feira (26), delegações de diversos países, incluindo a do Brasil, abandonaram simultaneamente o plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se preparava para seu discurso. Este ato de protesto foi organizado previamente entre as nações presentes, como uma forma de contestar os ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, que já perduram por quase dois anos e resultaram em mais de 60 mil vítimas.

Assim que Netanyahu começou sua fala, o mestre de cerimônias interveio pedindo ordem: "Ordem na sala, por favor!". O que se seguiu foi um cenário notável, com a sala quase vazia enquanto o líder israelense fazia suas declarações. Durante seu discurso, Netanyahu argumentou que os adversários de Israel são também inimigos do mundo inteiro, inclusive dos Estados Unidos, seu principal aliado. Ele afirmou: "Odeiam a todos nós da mesma forma. Eles querem arrastar o mundo moderno para o fanatismo".

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva já havia se manifestado anteriormente sobre a situação em Gaza, classificando os ataques israelenses como genocidas. Durante a abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, realizada na terça-feira (23), Lula expressou sua indignação: "Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente".

Em resposta ao ocorrido durante a assembleia, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou à Agência Brasil que não fará declarações adicionais sobre o protesto realizado pelas delegações.

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