Fome

Argentina se junta de última hora à Aliança Global para combater a fome e a pobreza

A iniciativa já conta com a adesão de 82 países

A iniciativa já conta com a adesão de 82 países - Imagem: Reprodução / X / @MarioNawfal

Gabriela Thier Publicado em 18/11/2024, às 14h40

Após intensas negociações de última hora, a Argentina confirmou sua participação na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo presidente Lula (PT), durante a cúpula do G20 realizada no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (18). Até então, a Argentina era a única nação do grupo das 20 maiores economias mundiais que ainda não havia integrado a iniciativa, que foi oficialmente apresentada na abertura do evento.

Com sua adesão ainda no dia do lançamento, a Argentina se junta aos membros fundadores dessa plataforma independente internacional. A aliança tem como objetivo arrecadar fundos para financiar programas de transferência de renda em países necessitados.

Atualmente, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza conta com 82 países participantes, além da União Africana e da União Europeia. O grupo é composto também por nove instituições financeiras, 24 organizações internacionais e 31 entidades filantrópicas e não governamentais, somando um total de 148 membros fundadores.

Desde julho deste ano, as adesões estão abertas e os países podem ingressar na iniciativa em qualquer momento. Além dos integrantes do G20, já se uniram à aliança nações como Uruguai, Ucrânia, Suíça, Nigéria, Angola, Colômbia, Jordânia e Líbano. Espera-se que a estrutura de governança da aliança seja estabelecida até o ano de 2025.

Há também expectativas em torno das possíveis reações do presidente argentino Javier Milei quanto a outras propostas brasileiras no G20, como a taxação dos super ricos e ações contra as mudanças climáticas.

Para oficializar sua participação na Aliança Contra a Fome, os países assinam uma declaração de compromisso. Este documento estipula tanto medidas gerais quanto específicas que deverão ser implementadas pelos membros signatários, respeitando as prioridades e condições particulares de cada nação envolvida.

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