A ministra sublinhou a urgência da cooperação internacional para enfrentar as mudanças climáticas

Gabriela Thier Publicado em 14/11/2024, às 18h21
A retirada da Argentinada COP29, conforme declarou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante a conferência em Baku, no Azerbaijão, ressoa de maneira significativa tanto politicamente quanto simbolicamente. Este movimento foi classificado pela ministra como um desalinhamento com as expectativas internacionais em um contexto onde o custo das mudanças climáticas pesa sobre todas as nações. O Brasil, segundo Silva, está decidido a liderar o incentivo para que outros países adotem metas mais rigorosas na redução das emissões de gases de efeito estufa. A ministra sublinhou a urgência de uma cooperação internacional robusta para enfrentar os desafios impostos pela mudança climática.
Em sua declaração nesta quinta-feira, Marina Silva destacou que "Todas as sociedades estão pagando um preço muito alto pela mudança climática, e cada país que se recusa a fazer o dever de casa está contribuindo para o agravamento dessa situação que prejudica a vida das pessoas, os sistemas agrícolas e os sistemas de produção industrial em todos os níveis".
Além disso, Marina Silva alertou sobre os riscos econômicos para países que insistem em modelos de produção intensivos em carbono. Ela argumentou que tal postura pode comprometer a competitividade dos produtos desses países no cenário internacional, enquanto aqueles que adotam tecnologias de baixo carbono estarão melhor posicionados. Segundo a ministra, investir em práticas sustentáveis não apenas favorece o meio ambiente, mas também assegura vantagens comerciais em um mercado cada vez mais voltado para soluções sustentáveis.
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