Novo estudo do IBGE destaca liderança em proteção ambiental e sustentabilidade

Gabriela Thier Publicado em 14/11/2024, às 16h49
O Brasil se destaca como um dos cinco países do G20 com maior comprometimento em termos de proteção ambiental, abrangendo significativas áreas de seus ecossistemas terrestres e marinhos. Esta conclusão é evidenciada no mais recente volume da série de estudos intitulada "Criando Sinergias entre a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o G20", publicado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A publicação foca na questão ambiental, utilizando, entre outras fontes, dados da Base Global de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Conforme relatado pelo IBGE, o estudo tem a finalidade de subsidiar discussões sobre a conservação e a gestão ambiental no contexto do G20.
A Agenda 2030, criada por 193 Estados-Membros da ONU durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2015, estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), cada qual desdobrado em metas específicas.
O estudo do IBGE examina indicadores relacionados aos objetivos 6 (uso sustentável da água e saneamento universal), 14 (preservação dos mares e oceanos) e 15 (proteção dos ecossistemas terrestres). A intenção é enriquecer os debates ambientais conduzidos pela presidência brasileira no G20.
Os dados utilizados no estudo referem-se ao ano de 2023, oferecendo uma análise da proteção ambiental através de duas perspectivas. A primeira delas observa o percentual de áreas protegidas em relação à área total desses ambientes no país.
No caso brasileiro, as áreas protegidas fazem parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), instituído pela Lei Federal nº 9.985/2000. Em 2023, essas áreas representam 30,6% do território terrestre nacional, colocando o Brasil na segunda posição entre os países do G20. A liderança é da Alemanha, com 37,6%, enquanto Índia e Turquia ocupam as últimas posições, com 7,5% e 7%, respectivamente.
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