Com a queda na informalidade, o número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou em 3,2%
Gabriela Thier Publicado em 27/02/2025, às 15h51
No Brasil, a taxa de informalidade no mercado de trabalho registrou uma diminuição, alcançando 38,3% no trimestre em comparação ao mesmo período de 2024. Isso representa aproximadamente 39,5 milhões dos 103 milhões de trabalhadores ativos no país que atuam sem o devido registro formal, conforme revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (27).
Em comparação aos trimestres anteriores, a taxa de informalidade apresentou um declínio significativo. No trimestre que se finalizou em outubro, a taxa era de 38,9%, correspondendo a 40,3 milhões de trabalhadores informais. Da mesma forma, quando analisado o mesmo período do ano anterior, a taxa se situava em 39%, envolvendo 39,2 milhões de indivíduos sem registro.
Segundo os dados do IBGE, o total de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado caiu para 13,9 milhões, apresentando uma redução trimestral de 553 mil pessoas. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 3,2%, o que equivale a mais 436 mil pessoas.
Paralelamente, o número de empregados com carteira assinada no setor privado — excluindo-se os trabalhadores domésticos — manteve-se estável em relação ao trimestre anterior, totalizando 39,3 milhões. Na comparação anual, este número cresceu em 3,6%, ou seja, mais 1,4 milhão de novos postos formalizados foram registrados.
A população ocupada totalizou 103 milhões de pessoas, refletindo uma queda de 0,6% em relação ao trimestre anterior (uma redução de 641 mil pessoas), mas uma alta de 2,4% quando comparada ao mesmo período do ano passado (o que representa um acréscimo de 2,4 milhões). O nível de ocupação ficou em 58,2%, abaixo do registrado no trimestre anterior (58,7%), mas superior ao índice observado em janeiro de 2024 (57,3%).
O pesquisador do IBGE William Kratochwill destacou que "a queda dos trabalhadores informais foi mais acentuada do que a diminuição da população ocupada". Ele também observou que o aumento da desocupação ocorreu principalmente entre os postos não registrados.