Nova funcionalidade do Open Finance entra em vigor e permite que usuários consultem saldo disponível e limite de movimentação no momento da compra. Banco Central aposta em mais eficiência, menos falhas e uma experiência financeira mais integrada.

Ana Beatriz Publicado em 23/06/2026, às 01h00
Uma nova funcionalidade do Pix por aproximação, implementada pelo Banco Central, permite que usuários visualizem saldo e limites disponíveis antes de concluir pagamentos, visando aumentar a eficiência das transações digitais.
Essa atualização faz parte da 'jornada otimizada' do Open Finance, que busca reduzir falhas nas transações, principalmente aquelas causadas pela falta de saldo, e eliminar etapas duplicadas no processo de autorização.
Embora o compartilhamento de saldo e limite seja opcional, a mudança promete melhorar a experiência de compra e aumentar a efetividade das transações, com o Banco Central garantindo que a segurança e o controle sobre consentimentos permanecem intactos.
Os brasileiros que utilizam o Pix por aproximação passam a contar com uma nova funcionalidade que promete tornar os pagamentos mais rápidos e eficientes. Desde segunda-feira, 22 de junho, entrou em vigor uma atualização do Open Finance que permite ao usuário visualizar o saldo disponível na conta e os limites de movimentação antes de concluir uma transação.
A medida foi implementada pelo Banco Central como parte da chamada "jornada otimizada" do Open Finance, iniciativa que busca simplificar etapas dos pagamentos digitais e reduzir falhas causadas por insuficiência de saldo ou limite disponível.
Na prática, a novidade aparece quando o cliente conecta sua conta bancária a uma carteira digital compatível com Pix por aproximação ou quando autoriza movimentações automáticas por meio do Open Finance. Ao conceder autorização, o usuário passa a visualizar informações financeiras relevantes antes da conclusão da operação.
Segundo o Banco Central, um dos principais motivos de falha nas transações realizadas dentro do ecossistema Open Finance atualmente é justamente a falta de recursos disponíveis na conta. Com a nova ferramenta, o consumidor poderá saber instantaneamente quanto ainda possui de saldo e qual limite está disponível para utilização, reduzindo recusas e interrupções durante pagamentos.
A atualização também elimina etapas duplicadas do processo de autorização. Antes, o cliente precisava realizar uma autorização para compartilhamento de dados financeiros e posteriormente repetir procedimentos semelhantes para vincular a conta e habilitar pagamentos. Agora, o processo ocorre de forma integrada.
O Banco Central afirma que a mudança abre espaço para experiências de compra mais fluidas, especialmente em pagamentos digitais e operações realizadas em carteiras eletrônicas. A expectativa é diminuir o abandono de compras durante o checkout e aumentar a efetividade das transações.
Apesar da novidade, o compartilhamento de saldo e limite não será obrigatório. A autorização é totalmente opcional e deve ser concedida de forma ativa pelo usuário. As instituições financeiras estão proibidas de deixar a opção previamente marcada.
Mesmo que o cliente opte por não compartilhar essas informações, os pagamentos e transferências continuarão funcionando normalmente. O Banco Central determinou que nenhuma instituição pode condicionar o uso do Pix por aproximação ou de transferências automáticas à autorização para visualização dos dados financeiros.
Outro ponto destacado pela autoridade monetária é o controle dos consentimentos. O usuário poderá cancelar a autorização a qualquer momento. Também será possível interromper apenas o compartilhamento de saldo e limite, mantendo ativa a vinculação da conta para pagamentos.
A chamada jornada otimizada será disponibilizada inicialmente em duas modalidades do Open Finance. A primeira envolve o Pix por aproximação realizado por meio de carteiras digitais. A segunda contempla as chamadas Transferências Inteligentes, mecanismo que permite movimentações automáticas entre contas do mesmo titular em diferentes instituições financeiras.
No quesito segurança, o Banco Central afirma que permanecem válidas todas as exigências atuais do Open Finance, incluindo consentimento explícito, autenticação forte, biometria, senhas e troca de informações por APIs padronizadas entre instituições autorizadas.
A novidade reforça a estratégia do Banco Central de ampliar a integração entre Pix e Open Finance. O Brasil é considerado uma das maiores referências globais no uso dessas tecnologias financeiras, com milhões de contas conectadas e crescimento constante das operações realizadas dentro do ecossistema financeiro aberto.
Especialistas avaliam que a medida representa mais um passo na evolução dos pagamentos instantâneos no país e pode acelerar a adoção do Pix por aproximação, modalidade que vem ganhando espaço como alternativa aos cartões físicos e digitais.
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