Mundo do trabalhador

Taxa de desemprego cai novamente e atinge recorde positivo, diz IBGE

Com mais brasileiros ocupados, taxa chega ao menor índice desde o início da série em 2012

Dados do IBGE apontam melhora consistente na geração de empregos formais e informais - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 16/09/2025, às 14h19

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil diminuiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Este índice representa o menor patamar registrado desde o início da série histórica do IBGE, que remonta a 2012. Em comparação com o trimestre anterior, que terminou em abril, onde a taxa era de 6,6%, e com o mesmo período do ano passado, que registrou 6,9%, a redução é significativa.

No total, a desocupação atingiu 6,11 milhões de pessoas, um número inferior ao registrado no final de 2013, quando eram contabilizados 6,10 milhões de desocupados. Este resultado indica uma queda de 14,2% em relação ao trimestre anterior e de 16% em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior.

A população ocupada também alcançou um recorde histórico, somando 102,4 milhões de pessoas. Deste total, o número de empregados com carteira assinada atingiu a marca de 39,1 milhões, o que representa um crescimento substancial.

O IBGE atribui essa diminuição da taxa de desocupação ao aumento no número de trabalhadores formalizados. Os setores que mais contribuíram para essa elevação foram:

Na comparação com o mesmo período do ano passado, destacam-se os seguintes setores:

William Kratochwill, analista do IBGE, comentou que "os dados sustentam um cenário positivo para o mercado de trabalho", evidenciando um aumento na ocupação e uma diminuição na subutilização da mão de obra.

Os principais indicadores da pesquisa revelam:

A força de trabalho brasileira – composta por ocupados e desocupados – alcançou a marca histórica de 108,6 milhões de pessoas. Embora tenha permanecido estável em relação ao trimestre anterior, houve um aumento significativo de 1,1% comparado ao mesmo período do ano anterior.

A população fora da força de trabalho também se manteve estável em relação às comparações realizadas.

A quantidade de pessoas consideradas desalentadas caiu para 2,7 milhões, representando uma diminuição de 11% no trimestre e uma queda anual de 15%. A taxa de desalento recuou para 2,4%.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi registrada em 14,1%, marcando uma nova mínima histórica. Este resultado representa uma queda em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano anterior.

William Kratochwill destacou que os dados indicam que os indivíduos que deixaram a desocupação estão efetivamente ingressando no mercado formal.

A taxa de informalidade caiu para 37,8%, embora o total de trabalhadores informais tenha aumentado levemente. O trabalho autônomo também atingiu seu maior nível histórico.

A renda média mensal dos ocupados foi estimada em R$ 3.484 no trimestre encerrado em julho. Este valor representa um aumento tanto em comparação trimestral quanto anual.

A massa salarial totalizou R$ 352,3 bilhões, configurando outro recorde na série histórica.

A resiliência do mercado laboral brasileiro foi enfatizada pelo Banco Central durante suas reuniões sobre política monetária. O economista Maykon Douglas observou que o crescimento real da massa salarial tem sido fundamental para sustentar o consumo nos setores mais sensíveis da economia.

Cabe destacar que apesar do recorde mínimo na taxa de desemprego registrado neste período histórico recente pelo IBGE, existem especialistas que apontam sinais de acomodação na população ocupada a curto prazo.

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