Os estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul se destacam com os maiores crescimentos
Gabriela Thier Publicado em 12/09/2025, às 19h25
O setor de serviços, que abrange uma variedade de atividades como transporte, turismo, gastronomia e tecnologia da informação, apresentou um crescimento de 0,3% entre os meses de junho e julho deste ano. Este resultado marca a sexta alta consecutiva do setor, atingindo o maior patamar já registrado, superando os índices de junho de 2025.
Nos últimos seis meses, o segmento acumulou um crescimento total de 2,4%. Este intervalo de tempo representa a sequência mais prolongada de altas desde o período entre fevereiro e setembro de 2022, quando o setor também mostrou desempenho positivo durante oito meses seguidos.
As informações foram divulgadas na última sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Mensal de Serviços.
Em comparação a julho de 2024, o setor apresentou um avanço de 2,8%, e no acumulado dos últimos doze meses, o crescimento foi de 2,9%.
Análise Setorial
A pesquisa revelou que três das cinco principais atividades do setor mostraram crescimento na transição entre junho e julho. Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, destacou o desempenho positivo das áreas de telecomunicações e tecnologia da informação, que cresceram 0,7% e 1,2%, respectivamente.
Além disso, a expansão dos serviços foi observada em 12 das 27 unidades federativas do Brasil. Os estados que apresentaram os maiores impactos positivos foram São Paulo (1,7%), Paraná (1,7%), Mato Grosso do Sul (5,7%), Santa Catarina (0,9%) e Rondônia (10,9%).
A Pesquisa Mensal de Serviços é uma das três pesquisas conjunturais mensais divulgadas pelo IBGE. Recentemente, o instituto também reportou uma queda na produção industrial brasileira de 0,2% em julho e uma retração no comércio de 0,3% no mesmo período.
No acumulado dos últimos doze meses, a indústria teve um crescimento de 1,9%, enquanto o comércio registrou uma expansão de 2,5%.
Fatores Contribuintes
Conforme análise do gerente Rodrigo Lobo, um dos fatores que tem impulsionado o setor de serviços é a crescente digitalização da economia desde a pandemia da COVID-19 em 2020. "Houve uma mudança clara no paradigma econômico; as empresas começaram a migrar seus produtos para plataformas online", afirma Lobo. Essa transição tem estimulado uma maior demanda por serviços digitais e contribuído para o aumento significativo no segmento de tecnologia da informação.
Ele acrescenta que a utilização crescente de serviços de entrega tem também colaborado para um aumento nas receitas nesse segmento. Segundo o pesquisador, essas atividades tendem a ser menos impactadas por fatores macroeconômicos adversos, como a elevação da taxa de juros iniciada em setembro para combater a inflação.