Preços mais baixos

Preço médio das passagens aéreas no Brasil cai 20% em novembro

A tendência de queda nas tarifas aéreas deve continuar, beneficiando consumidores e aumentando a competitividade no setor.

Ministério revela que passagens aéreas caíram 20% em novembro, refletindo a diminuição dos custos com combustível e maior concorrência - Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

Letícia Sales Publicado em 08/01/2026, às 13h03

Os preços das passagens aéreas domésticas apresentaram uma queda significativa no mês de novembro. Dados compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos com base na Agência Nacional de Aviação Civil mostram que o valor médio do bilhete recuou 20% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em novembro de 2024, a tarifa média era de R$ 758,87, patamar que caiu para R$ 607,87 em 2025.

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, a redução consistente observada nos últimos anos é resultado de um trabalho conjunto com a Petrobras para diminuir o custo do querosene de aviação, item que representa aproximadamente 35% das despesas operacionais das companhias aéreas. A diminuição no preço do combustível permitiu que parte da economia fosse repassada aos passageiros.

A análise do ministério também revela uma mudança no perfil das tarifas comercializadas. Em novembro de 2025, mais de um quarto de todas as passagens vendidas, ou 28,2%, custaram menos de R$ 300. Apenas 6% dos bilhetes ultrapassaram a marca de R$ 1.500. No ano anterior, a proporção era diferente: 17% das passagens eram vendidas por até R$ 300, enquanto 10% superavam os R$ 1.500.

Para o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, os números refletem um ambiente mais competitivo no setor aéreo nacional. A política de estímulo a investimentos e a atração de novas empresas para o mercado tem como consequência direta a oferta de voos mais acessíveis a um número maior de brasileiros.

A queda nas tarifas é vista como um importante fator para a democratização do transporte aéreo no país, permitindo que mais pessoas tenham acesso a viagens de avião. A tendência de redução de preços, impulsionada pela diminuição dos custos com combustível e pela concorrência entre as companhias, deve continuar sendo monitorada pelo governo e pelos consumidores nos próximos meses.

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