Estima-se que nos anos de 2025 e 2026 a economia alcançará R$71,9 bilhões
Gabriela Thier Publicado em 28/11/2024, às 16h54
O Ministério da Fazenda divulgou, nesta quinta-feira (28), que o recente pacote de corte de gastos obrigatórios tem potencial para gerar uma economia significativa ao país. Estima-se que, nos anos de 2025 e 2026, a economia alcançará R$71,9 bilhões, enquanto no período compreendido entre 2025 e 2030, a cifra pode chegar a R$327 bilhões. Essas informações foram detalhadas após o anúncio das medidas pelo ministro Fernando Haddad na noite anterior.
De acordo com as projeções preliminares apresentadas pela pasta, a economia anual será distribuída da seguinte forma: R$ 30,6 bilhões em 2025; R$ 41,3 bilhões em 2026; R$ 49,2 bilhões em 2027; R$ 57,5 bilhões em 2028; R$ 68,6 bilhões em 2029; e R$ 79,9 bilhões em 2030. Tais estimativas destacam o esforço do governo em promover ajustes fiscais substanciais nos próximos anos.
Além disso, o ministério também apresentou a previsão de impacto fiscal positivo decorrente das propostas que serão enviadas ao Congresso Nacional. Entre elas, está uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que poderá ser incorporada a outra PEC já em tramitação no Parlamento. Esta iniciativa prevê uma economia de R$ 11,1 bilhões em 2025; R$ 13,4 bilhões em 2026; R$ 16,9 bilhões em 2027; R$ 20,7 bilhões em 2028; R$ 24,3 bilhões em 2029; e R$ 28,4 bilhões em 2030.
A PEC abordará questões cruciais como o abono salarial, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), a autorização para ajustes orçamentários relativos a subsídios e subvenções, além da variação dos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Estas medidas são parte do esforço do governo para assegurar um equilíbrio fiscal mais robusto e sustentável.