A União recebeu R$77,1 bi da Petrobras, sendo R$45,3 bi em tributos federais e R$31,8 bi em participações governamentais
Gabriela Thier Publicado em 14/08/2025, às 14h49
No primeiro semestre de 2025, a Petrobras desembolsou R$131,7 bilhões em tributos, conforme revelado em seu relatório fiscal publicado na última quinta-feira, dia 14. Este valor representa uma diminuição de 4,5% se comparado aos R$137,9 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
Importante ressaltar que os dados apresentados não consideram a inflação do período. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada nos doze meses anteriores a junho de 2025 foi de 5,35%.
O total mencionado abrange tributos (impostos e contribuições) que são direcionados à União, estados e municípios, além das participações governamentais. Estas últimas referem-se principalmente aos royalties provenientes da exploração de petróleo e à participação especial (PE), uma compensação financeira extraordinária aplicada sobre campos petrolíferos com alta produção.
A Petrobras esclarece que a União recebeu diretamente R$77,1 bilhões, sendo R$45,3 bilhões referentes a tributos federais e R$31,8 bilhões em participações governamentais. Uma fração desse total é redistribuída pelo governo para os estados e municípios.
Segundo informações da estatal, o montante recolhido no primeiro semestre corresponde a 5,4% da arrecadação federal total e apresenta uma redução de 11,9% em comparação ao montante pago no mesmo período de 2024.
A companhia atribui a queda no recolhimento à diminuição dos tributos sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre o faturamento (PIS e Cofins).
Por outro lado, o total destinado às participações governamentais teve um aumento de 3% em relação ao ano anterior.
Com relação às contribuições feitas aos estados, a Petrobras colaborou com R$53,6 bilhões, correspondendo a 12% da arrecadação total das unidades federativas. Este montante representa um crescimento de 7,8% se comparado ao pagamento realizado no primeiro semestre de 2024, atribuído ao aumento da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis que entrou em vigor em 1º de fevereiro.
A empresa ressalta que em 20 estados brasileiros sua contribuição supera os 10% da arrecadação total do ICMS.