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IBGE revela queda histórica na pobreza e extrema pobreza no Brasil

Cerca de 58,9 milhões ainda precisam de políticas sociais para superação

Cerca de 58,9 milhões ainda precisam de políticas sociais para superação - Imagem: Reprodução / Rovena Rosa / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 04/12/2024, às 17h49 - Atualizado às 17h58

No encerramento do ano de 2023, o Brasil atingiu os níveis mais baixos de pobreza e extrema pobreza desde que a Síntese de Indicadores Sociais começou a ser elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Apesar dessa redução, conforme dados revelados nesta quarta-feira (4), ainda há 58,9 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza e 9,5 milhões em situação de extrema pobreza.

A pesquisa considera a pobreza monetária, definida pela incapacidade das famílias de obterem recursos suficientes para garantir um padrão básico de vida. As linhas de referência empregadas pelo IBGE são baseadas nos critérios do Banco Mundial: para a extrema pobreza, considera-se um rendimento diário inferior a US$ 2,15 por pessoa (equivalente a R$ 209 mensais), enquanto a linha da pobreza é estabelecida em US$ 6,85 por pessoa por dia (ou R$ 665 mensais).

Em 2023, a porcentagem da população brasileira vivendo em extrema pobreza caiu para 4,4%. Em comparação, esse índice era de 6,6% em 2012 e diminuiu para 5,9% em 2022. A redução entre os dois últimos anos avaliados indica que cerca de 3,1 milhões de pessoas superaram essa condição crítica, passando a ter uma renda diária superior a US$ 2,15.

No que se refere à pobreza em geral, o percentual de brasileiros vivendo com menos de US$ 6,85 diários ficou em 27,4% no final de 2023. Este índice representa uma queda significativa em relação aos 34,7% registrados em 2012 e aos 31,6% observados em 2022. No intervalo entre 2022 e 2023, aproximadamente 8,7 milhões de indivíduos saíram da condição de pobreza.

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