Tarifas

Haddad exalta conquistas econômicas do Brasil e minimiza impactos de tarifas dos EUA

Ministro destaca redução do desemprego e eliminação do Mapa da Fome, apesar das tensões políticas atuais

Ministro destaca redução do desemprego e eliminação do Mapa da Fome, apesar das tensões políticas atuais - Imagem: Reprodução / José Cruz / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 05/08/2025, às 14h54

Na última terça-feira (5), durante uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um pronunciamento que ressaltou os progressos recentes da economia brasileira, ao mesmo tempo em que minimizou os impactos das tarifas elevadas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Haddad assegurou que o governo brasileiro está preparado para mitigar os efeitos sobre os setores mais vulneráveis, particularmente aqueles que são responsáveis pela geração de empregos, como a fruticultura.

O discurso do ministro foi permeado por um tom otimista, defendendo as políticas econômicas implementadas nos últimos anos. "É natural que haja apreensão diante da atual situação, mas é importante destacar que esta semana trouxe boas notícias que foram ofuscadas por acontecimentos políticos", afirmou Haddad, enfatizando que várias conquistas significativas estão sendo ignoradas devido às tensões no cenário político.

Entre os aspectos positivos destacados por Haddad estão a eliminação do Brasil do Mapa da Fome, a redução da taxa de desemprego para um patamar histórico de 5,8% e o aumento da renda nos últimos três anos, algo que não ocorria desde a implementação do Plano Real. O ministro também abordou a expectativa de que a inflação feche o ano abaixo de 5%, além da redução da desigualdade social para níveis nunca vistos antes.

No que tange às finanças públicas, Haddad mencionou a melhoria nos resultados primários e refutou a ideia de que o equilíbrio fiscal está sendo alcançado à custa das camadas mais pobres da população. "Não estamos promovendo um ajuste fiscal às custas dos trabalhadores. Estamos garantindo recursos para saúde, educação, assistência social e infraestrutura", declarou. Ele acrescentou que "a qualidade do ajuste fiscal é tão relevante quanto seu objetivo".

Sobre o aumento das tarifas americanas aos produtos brasileiros, o ministro destacou que, apesar de sua potencialidade de impacto nas exportações nacionais, os efeitos serão limitados e gerenciáveis. "No passado, as exportações para os EUA representaram 25% do total nacional. Hoje, devido à abertura de mercados iniciada em 2003, esse número caiu para 12%. Dentre essas exportações, apenas 4% estão sob risco imediato devido ao tarifaço. Destes 4%, mais de 2% são commodities com preços determinados internacionalmente e encontrarão novos destinos rapidamente", explicou.

Ainda assim, Haddad reconheceu a fragilidade de determinados setores e garantiu que o governo está atento às suas necessidades. "Estamos cientes de que dentro desse 1,5% há setores extremamente vulneráveis, como a fruticultura, que merecem uma atenção especial. O presidente Lula possui as ferramentas necessárias para apoiar essas famílias afetadas por essa agressão considerada injusta e inadequada diante dos laços históricos entre Brasil e Estados Unidos", afirmou.

Por fim, o ministro enfatizou o recorde de investimentos na indústria e na infraestrutura brasileira, caracterizando este período como o melhor em 15 anos nesse campo. Em meio a um cenário internacional conturbado, Haddad defendeu uma abordagem otimista frente aos desafios: "Devemos encarar essa conjuntura geopolítica com esperança. É essencial manter uma perspectiva positiva; sem otimismo, não recomendo a ninguém assumir a Fazenda do Brasil".

Donald Trump eua FERNANDO HADDAD Ministério da Fazenda

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