Grupo Dolly se manifesta após pedido de falência

Fabricante de refrigerantes diz que medida apresentada pelas procuradorias é apenas um pedido judicial, contesta as acusações e afirma que continuará defendendo seus direitos na Justiça.

Grupo Dolly afirma que segue operando normalmente e contesta pedido de falência apresentado pela União e pelo Estado de São Paulo - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 03/07/2026, às 10h00

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O Grupo Dolly divulgou nesta sexta-feira (3) uma nota oficial para esclarecer a situação envolvendo o pedido de falência apresentado pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE SP). A empresa afirma que a medida ainda será analisada pela Justiça e ressalta que suas operações seguem normalmente.

O pedido de falência foi protocolado após as procuradorias apontarem uma dívida tributária de aproximadamente R$ 15,7 bilhões. Segundo os órgãos públicos, o montante é composto por cerca de R$ 8,3 bilhões inscritos na dívida ativa da União, R$ 7,4 bilhões referentes à dívida ativa do Estado de São Paulo e aproximadamente R$ 15 milhões relacionados ao FGTS. As procuradorias sustentam que o passivo fiscal se acumula há mais de duas décadas e alegam que houve diversas tentativas de cobrança sem sucesso.

Na nota de esclarecimento, o Grupo Dolly afirma que recebeu com surpresa a divulgação do pedido e argumenta que a iniciativa das procuradorias representa apenas uma manifestação processual, sem qualquer decisão definitiva da Justiça. A empresa também contesta as alegações feitas pelos órgãos públicos e afirma que apresentará sua defesa dentro do processo judicial.

Imagem: Reprodução

 

A companhia reforça que continua em funcionamento e que não houve interrupção das atividades industriais, comerciais ou da distribuição de seus produtos. O grupo também afirma que mantém seu compromisso com consumidores, colaboradores, fornecedores e parceiros comerciais durante o andamento do processo.

Especialistas em direito empresarial destacam que o simples ajuizamento de um pedido de falência não significa que a empresa será imediatamente encerrada. Antes de qualquer decisão definitiva, o caso será analisado pelo Judiciário, que deverá avaliar os argumentos apresentados tanto pelas procuradorias quanto pela defesa da companhia. Enquanto isso, a fabricante pode continuar exercendo normalmente suas atividades.

As procuradorias afirmam que a medida busca preservar o interesse público e garantir um processo organizado para o pagamento dos credores, caso a falência venha a ser decretada. Segundo os órgãos, o objetivo também é preservar a atividade econômica, os empregos e permitir eventual continuidade da operação sob administração judicial, caso isso seja determinado pela Justiça.

O processo segue em tramitação na Justiça paulista, que ainda analisará os pedidos apresentados e decidirá os próximos passos da ação.

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