Encontros técnicos serão retomados na próxima semana; governo diz que diálogo segue “construtivo”, mas impasse ainda exige mais tempo para definição

Redação Publicado em 02/07/2026, às 16h47
O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (2), uma nova fase nas conversas com os Estados Unidos para tentar impedir a imposição de tarifas sobre exportações nacionais. Após uma reunião de alto nível entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, os dois países decidiram intensificar o ritmo das negociações com a retomada de encontros técnicos já no início da próxima semana.
Segundo nota divulgada pelo ministério, o diálogo foi avaliado como positivo, embora ainda não haja convergência suficiente para uma definição. A expectativa é que um novo encontro em nível ministerial ocorra antes de 15 de julho, prazo estipulado pelo governo norte-americano para a adoção de eventuais medidas comerciais.
Esta foi a quarta reunião de alto nível entre os representantes desde o início das tratativas, que vêm sendo acompanhadas por equipes técnicas dos dois lados. O processo integra o entendimento firmado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reunião realizada em 7 de maio, quando ambos concordaram em buscar uma saída negociada para as disputas comerciais.
Entenda o que motivou o novo tarifaço
O texto argumenta ainda que a eventual adoção de tarifas adicionais poderia encarecer produtos, elevar custos para a economia dos Estados Unidos e reduzir o espaço para uma solução negociada, além de enfraquecer o diálogo bilateral.
Impasses e influências externas
Em evento no Rio de Janeiro, Márcio Elias Rosa afirmou que as negociações avançam dentro do possível, mas sob pressão do calendário. “O tempo corre contra. O prazo é 15 de julho”, disse. O ministro também relatou que fatores externos têm interferido no andamento das conversas e dificultado o fechamento de consensos.
Sem citar nomes, o titular do Mdic criticou o que classificou como interferências políticas no debate comercial. Segundo ele, esse tipo de postura prejudica o avanço das tratativas. Rosa também defendeu a permanência do Brasil na mesa de negociação e reforçou a importância do multilateralismo, afirmando que uma saída unilateral poderia comprometer o processo em curso.

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