Criminosos simulam contatos oficiais para roubar dados e dinheiro de clientes
Gabriela Nogueira Publicado em 26/01/2026, às 18h37
O Fundo Garantidor de Créditos emitiu um alerta para o aumento de golpes que exploram o pagamento das indenizações a correntistas e investidores do Banco Master. Desde o início da liberação dos valores, criminosos têm usado indevidamente o nome do FGC, de instituições financeiras e até de órgãos públicos para aplicar fraudes.
Os pagamentos começaram na última segunda-feira (19), após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, anunciada em novembro do ano passado. Com a movimentação intensa de clientes em busca de ressarcimento, surgiram tentativas de enganar vítimas por meio de comunicações falsas e plataformas fraudulentas.
De acordo com o FGC, os golpes identificados incluem o envio de mensagens e e-mails que simulam contatos oficiais, além da divulgação de links, sites e aplicativos criados para capturar dados pessoais e bancários. Também há registros de pedidos de pagamentos antecipados, sob a promessa de acelerar a liberação de valores, e do uso indevido de ferramentas de recuperação de senha para acessar contas.
Outro ponto de atenção é a circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, que podem comprometer a segurança das informações dos usuários. O fundo reforça que não cobra taxas para o pagamento da garantia e não solicita dados sensíveis por canais informais.
Em nota conjunta com entidades do sistema financeiro, o FGC orienta os clientes a buscar informações apenas nos canais oficiais, desconfiar de promessas de facilidades, ignorar solicitações de dados feitas fora dos meios institucionais e evitar clicar em links desconhecidos ou baixar aplicativos fora das lojas oficiais.
Segundo o balanço mais recente, até a tarde de sexta-feira (23), o fundo já havia pago cerca de R$ 26 bilhões em indenizações, beneficiando mais de 520 mil pessoas. O volume corresponde a pouco mais de dois terços dos clientes com direito à garantia.
Atualmente, o sistema processa cerca de 2,8 mil pedidos por hora por meio do aplicativo do FGC. Com a inclusão do Will Bank, outra instituição do mesmo grupo financeiro que também foi liquidada pelo Banco Central, o total de indenizações previstas deve alcançar R$ 47 bilhões.
Além do FGC, o alerta é assinado por entidades como Febraban, ABBC, ABBI, ABDE, Acrefi e Zetta, que representam bancos tradicionais, instituições de crédito e fintechs.