Especialistas ainda acham o investimento baixo
Gabriela Thier Publicado em 22/11/2024, às 18h52
Na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), realizada em Baku, Azerbaijão, uma nova proposta financeira de grande escala foi apresentada nesta sexta-feira (22). A Nova Meta Quantificada Global de Finanças (NCQG), estimada em US$250 bilhões anuais até 2035, está em discussão, mas enfrenta desafios para alcançar um consenso entre os países participantes.
O documento sugere que as nações desenvolvidas liderem os esforços de financiamento climático em benefício dos países em desenvolvimento. Este apoio deve ser gerado a partir de diversas fontes, incluindo financiamentos públicos e privados, além de parcerias bilaterais e multilaterais. A meta ambiciosa visa atingir um investimento anual de US$1,3 trilhão até o ano de 2035.
Entidades sociais brasileiras presentes no evento expressaram descontentamento com a proposta atual e estão incentivando uma mobilização para aperfeiçoar o texto final. Elas enfatizam que "Nenhuma Decisão é Pior que uma Decisão Ruim", pedindo por reflexões e ajustes.
Segundo Miriam, representante do grupo G77+China, havia uma expectativa de que os países desenvolvidos se comprometessem com um financiamento inicial de US$500 bilhões. Contudo, esse montante não foi refletido na proposta apresentada. Miriam argumenta que ainda há oportunidades para ajustar o valor proposto e melhorar os detalhes sobre como os fundos serão distribuídos, especificando quanto será concessional e como será dividida a alocação entre mitigação e adaptação climática.
Observadores do evento antecipam que, conforme ocorreu em conferências anteriores, as negociações podem se estender além do prazo oficial previsto para esta sexta-feira, possivelmente prolongando-se por mais alguns dias até que um acordo satisfatório seja alcançado.