Liberação de recursos do FGTS e Bolsa Família foram cruciais para o aumento do consumo, que pode continuar no segundo trimestre
Redação Publicado em 31/05/2025, às 09h37
O consumo das famílias brasileiras aumentou em abril, impulsionado por uma série de fatores econômicos. Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), houve um crescimento de 1,25% em relação a março e de 2,63% comparado ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros quatro meses de 2025, a alta acumulada foi de 2,52%, indicando um cenário positivo para o consumo.
Márcio Milan, vice-presidente da Abras, destacou que o aumento em abril, mesmo parecendo pequeno, é significativo, pois veio após um crescimento expressivo de 6,96% em março. Na semana da Páscoa, o avanço foi ainda mais notável, chegando a 16,5%.
Estímulos econômicos impulsionam o consumo
Diversos estímulos financeiros contribuíram para o bom desempenho do consumo em abril. A liberação de R$ 12 bilhões do saque-aniversário do FGTS e o repasse de R$ 13,66 bilhões do Bolsa Família foram cruciais. O pagamento do auxílio-gás e a continuidade do saque do PIS/Pasep também tiveram um papel importante. Milan acredita que novas iniciativas, como reajustes para servidores públicos e restituições do Imposto de Renda, podem manter essa tendência de alta no consumo no segundo trimestre.
Preços da cesta básica e outros produtos
Em relação aos preços, a cesta com 35 produtos de consumo geral teve um aumento de 0,82% em abril, passando de R$ 812,54 para R$ 819,20. Nos últimos 12 meses, essa cesta acumulou um crescimento de 10,83%. Os itens que mais contribuíram para essa alta foram o café (4,48%), o feijão (2,38%) e o leite longa vida (1,71%). Por outro lado, produtos como arroz e farinha de mandioca registraram queda nos preços.
Uma cesta menor, com 12 produtos básicos, também teve um aumento, embora mais modesto, de 0,32% em abril. O valor médio nacional dessa cesta subiu de R$ 351,42 para R$ 352,55, com um crescimento acumulado de 13,38% no último ano. Assim como na cesta maior, café, feijão e leite foram os principais responsáveis pela elevação dos preços, enquanto o arroz teve uma redução significativa de 4,19%.