A campanha 'Tem Cara de Golpe' da ABBC orienta foliões sobre riscos de fraudes e cuidados com pagamentos digitais
Gabriela Thier Publicado em 18/02/2025, às 18h31
Com a aproximação do Carnaval, a preocupação com fraudes financeiras se intensifica no Brasil. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) emitiu um alerta sobre os golpes mais comuns que costumam ocorrer durante essa festividade, destacando práticas como fraudes relacionadas a Wi-Fi falso e o golpe do Pix.
Em uma iniciativa denominada "Tem Cara de Golpe", a ABBC oferece orientações voltadas à proteção dos foliões contra fraudes. A campanha visa conscientizar o público sobre os riscos associados ao uso de cartões e pagamentos digitais durante as festividades.
Uma das principais recomendações da associação é que os foliões tenham cuidado redobrado ao adquirirem alimentos e bebidas nos blocos de rua. A entidade enfatiza que o titular do cartão nunca deve entregá-lo diretamente ao vendedor, especialmente em locais desconhecidos. Criminosos podem se passar por comerciantes legítimos, memorizar senhas e realizar trocas de cartões durante as transações.
Adicionalmente, a ABBC aconselha a não aceitar realizar pagamentos se o visor da máquina de cartão estiver quebrado ou apagado, pois isso pode permitir que golpistas inserem valores maiores do que os devidos, resultando em perdas financeiras para a vítima.
A entidade recomenda também que os pagamentos sejam feitos preferencialmente por meio de aproximação via celular, uma vez que esse método proporciona uma camada extra de segurança com autenticação por biometria ou senha para acessar a carteira digital antes da transação. Em relação aos cartões físicos, é sugerido desativar a função de aproximação para evitar que criminosos capturem sinais em aglomerações.
Sílvia Scorsato, presidente da ABBC, destacou que "durante o Carnaval, além dos golpes relacionados às máquinas de cartão, são frequentes as tentativas de roubo e furto de celulares. Os criminosos buscam acesso a aplicativos bancários para obter vantagens financeiras. Portanto, é crucial que os usuários adotem senhas fortes e ativem múltiplas camadas de segurança, como autenticação em duas etapas e reconhecimento facial nos aplicativos".
Entre os golpes mais recorrentes nesta época do ano está o phishing relacionado à compra de ingressos. Nesse esquema, golpistas criam sites falsos que imitam as plataformas oficiais de venda para enganar consumidores e roubar dinheiro. A ABBC alerta para a importância da verificação da autenticidade dos sites antes da compra, incluindo a busca por certificados de segurança e checagem da URL oficial dos vendedores autorizados.
Outro golpe frequentemente relatado é o do Pix, onde golpistas se passam por vendedores e manipulam o valor da compra antes de apresentar o QR Code. Para evitar esse tipo de fraude, é fundamental que os foliões estejam atentos ao preço cobrado antes de confirmar qualquer transação bancária. A redução dos limites para transações via Pix é uma medida adicional recomendada pela ABBC.
Além disso, as falsas redes públicas de Wi-Fi representam um risco significativo, pois permitem que criminosos espionem a navegação e capturem informações pessoais. O uso de totens para carregamento de celular conectados a cabos USB suspeitos também pode facilitar a instalação de malwares. Para minimizar esses riscos, recomenda-se utilizar baterias extras com carregadores e cabos próprios.
Para garantir maior segurança durante o Carnaval e evitar fraudes financeiras, a ABBC sugere que os foliões ativem controles de segurança em seus dispositivos móveis. Isso inclui a implementação de autenticação multifatorial, ocultação e proteção dos aplicativos bancários com configurações adequadas conforme cada sistema operacional. É importante também ter recursos de localização e bloqueio remoto já configurados no dispositivo.
No tocante aos aplicativos bancários, recomenda-se ativar funções como controle de localização, redução dos limites de transferência e proteção adicional com senhas extras. As carteiras digitais devem estar configuradas para permitir pagamentos apenas após autenticação biométrica.
Caso ocorra furto ou roubo do celular, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência junto aos órgãos competentes e notificar imediatamente seu banco pelos canais oficiais. É igualmente crucial comunicar à operadora de telefonia para bloquear o aparelho; para isso, ter anotado o número IMEI pode ser necessário. Essa informação está disponível nas configurações do dispositivo na seção "Sobre o telefone".