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Brasil busca reabrir exportações de carne bovina para China após suspensão de frigoríficos

Carlos Goulart destaca a importância de manter comunicação com o setor privado e autoridades chinesas

Carlos Goulart destaca a importância de manter comunicação com o setor privado e autoridades chinesas - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 06/03/2025, às 16h36

No cenário atual das relações comerciais entre Brasil e China, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, divulgou uma nota informando que o governo brasileiro está em diálogo com representantes da indústria de carne bovina e autoridades chinesas. O objetivo dessas conversações é encontrar soluções para a reabertura das exportações de três frigoríficos brasileiros que foram temporariamente suspensos pela China.

De acordo com Goulart, o Brasil se compromete a manter um canal aberto com o setor privado exportador e as autoridades da China para resolver as questões que levaram à suspensão. "Seguiremos em diálogo com o setor privado exportador e com as autoridades chinesas para solucionar os questionamentos apontados e retomar as exportações dessas unidades", afirmou ele, ressaltando a eficácia do país na defesa agropecuária, que reforça a confiança no setor no mercado internacional.

A suspensão das operações foi comunicada ao governo brasileiro pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC), afetando três plantas: uma unidade da JBS localizada em Mozarlândia (Goiás), outra da Frisa em Nanuque (Minas Gerais) e uma da Bon Mart em Presidente Prudente (São Paulo). A decisão foi tomada após auditorias virtuais conduzidas pelo órgão chinês, que identificaram irregularidades em relação aos requisitos de importação estipulados pelo país asiático.

As empresas afetadas já estão cientes da situação e implementando medidas corretivas para se adequar às exigências regulatórias. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, minimizou a repercussão negativa da decisão chinesa ao destacar que o Brasil possui 126 plantas habilitadas para exportação para a China. "Quando nós assumimos, tínhamos 12 plantas suspensas. Nós retomamos essas 12 e abrimos mais 43, das 55 desse total de 126. Então, não é coerente que três plantas suspensas impactem a relação comercial", afirmou Fávaro.

A China se mantém como o principal mercado para a carne bovina brasileira, sendo suas exportações essenciais para o fortalecimento do mercado nacional. O ministro também mencionou que os cortes de carne destinados à exportação apresentam baixo consumo interno, favorecendo assim a formação de preços no mercado local. "O fato de estarmos exportando é bom para a formação do todo", concluiu o ministro Fávaro.

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