A Argentina conseguiu avançar para a 28ª posição no ranking
Gabriela Thier Publicado em 12/12/2024, às 15h46
De acordo com uma análise elaborada pela consultoria econômica MoneyYou, o Brasil consolidou sua posição como o segundo país com os maiores juros reais do mundo, após a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros para 12,25% ao ano. Com essa alteração, os juros reais no país alcançaram 9,48%, posicionando-o atrás apenas da Turquia, que lidera o ranking com 13,33%.
No levantamento anterior realizado em novembro, o Brasil ocupava a terceira colocação, mas agora supera nações como Rússia, Colômbia, México e África do Sul. A análise da MoneyYou identificou vários fatores que contribuíram para essa nova posição. A situação fiscal delicada do país, a qualidade insatisfatória do pacote de cortes de gastos proposto pelo governo e a comunicação governamental foram destacados como elementos cruciais nesse cenário.
Além disso, a desvalorização cambial e o aumento das pressões inflacionárias — especialmente em relação aos preços dos alimentos — também foram apontados como fatores relevantes. A consultoria observa que o movimento global de aperto financeiro parece ter perdido ímpeto, resultando em uma tendência de manutenção das taxas básicas de juros em diversas nações ao redor do mundo.
O estudo, que abrangeu 40 países, também trouxe à tona um aspecto positivo para a Argentina, que conseguiu avançar para a 28ª posição no ranking. O país vizinho viu seus juros reais tornarem-se positivos após anos enfrentando um cenário econômico desfavorável, um resultado atribuído à redução das taxas de juros e à queda da inflação nos últimos meses. Em contrapartida, a Holanda se destacou como a nação com os menores índices de juros reais no levantamento.