Consumo de energia

Aneel mantém alerta vermelho e conta de luz aumenta

Consumidores continuarão pagando valor adicional nas faturas

A Aneel justifica a manutenção da bandeira vermelha devido à baixa nos níveis de reservatórios e a necessidade de acionar termelétricas - Imagem: Reprodução/Agência Brasil

Gabriela Nogueira Publicado em 01/11/2025, às 10h12

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira, 31 de setembro, que a bandeira vermelha patamar 1 será mantida durante o mês de outubro. Isso implica um custo adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de energia elétrica.

Nos meses de agosto e setembro, a agência havia ativado a bandeira vermelha patamar 2, que estabelecia um adicional de R$ 7,87 por cada 100 kWh. A redução para o patamar 1 em outubro é uma resposta ao atual cenário hídrico do país.

Conforme a Aneel, essa decisão foi motivada pela escassez de chuvas, que impactou negativamente os níveis dos reservatórios utilizados para a geração de energia nas hidrelétricas. A agência declarou: "O cenário permanece desfavorável para a geração hidrelétrica, com volumes de chuvas abaixo da média e reservatórios com níveis reduzidos. Assim, para assegurar o fornecimento contínuo de energia, torna-se necessário acionar usinas termelétricas, cujos custos são mais elevados, justificando assim a manutenção da bandeira vermelha patamar 1".

Além disso, a Aneel ressaltou que as fontes solares de geração apresentam caráter intermitente e não conseguem suprir as necessidades energéticas do sistema durante todo o dia. "Por isso, as termelétricas precisam ser acionadas para garantir a produção de energia durante períodos sem iluminação solar, especialmente durante horários de pico", acrescentou.

Custos Adicionais

O sistema de bandeiras tarifárias foi instituído pela Aneel em 2015 e reflete os custos variáveis associados à geração de energia elétrica. As bandeiras são classificadas por cores e indicam o custo da energia gerada para o Sistema Interligado Nacional (SIN), que abastece residências, comércio e indústrias.

Quando a conta é calculada sob a bandeira verde, não há acréscimos no valor. Entretanto, quando se aplicam as bandeiras vermelha ou amarela, os consumidores enfrentam aumentos proporcionais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

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