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Abel não vê confiança do Palmeiras abalada por derrotas e se preocupa com lesões

Redação SP

Publicado

em

Abel não vê confiança do Palmeiras abalada por derrotas e se preocupa com lesões

“Não vão me ver cabisbaixo”, diz técnico após clássico contra o São Paulo

A segunda derrota seguida do Palmeiras na temporada de 2021, agora no clássico contra o São Paulo, pelo Campeonato Paulista, não deve abalar a confiança do elenco do Palmeiras, mesmo vindo de títulos perdidos na Supercopa e na Recopa Sul-Americana. Foi essa avaliação que o técnico Abel Ferreira fez após a partida desta sexta-feira que terminou 1 a 0 para o rival, no Allianz Parque.

Em entrevista coletiva, Abel também lamentou algumas ausências no time alviverde. Gabriel Menino, por exemplo, foi preservado por causa de dores musculares e ficou fora do clássico, assim com Raphael Veiga. A lista de desfalque teve também os lesionados Lucas Lima, Breno Lopes e Gabriel Veron.

– Vou ser muito honesto, como sempre. Cometo meus erros com minha sinceridade. Eu acho que não (abalar a confiança). A equipe jogou sem esse pensamento, jogou o seu melhor com os recursos que tinha. Tentou propor jogo contra um adversário que pressiona. Conseguimos, algumas vezes, eliminar essa primeira pressão. Nosso adversário teve mais posse no geral, mas quando olho para as grandes oportunidades do jogo… Acho que foi um jogo bem equilibrado, na minha opinião muito bem jogado.

Abel Ferreira na partida entre Palmeiras e São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Abel Ferreira na partida entre Palmeiras e São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

– Quero ver nossa equipe a propor o jogo, sendo atraindo curto ou atraindo longo. Fizemos, na minha opinião, um jogo onde tentamos cumprir com o plano. Estamos tristes que perdemos, mas não vão me ver cabisbaixo. Temos 24 horas, não há outra forma. A única coisa que me preocupa é a lesão dos jogadores. Gostaria de ter o Wesley do início, mas está com um problema de pubalgia. Gostaria do Menino, mas sentiu no treino. Vamos ver, nos próximos meses, quais serão as consequências – afirmou Abel Ferreira.

Com apenas um dia de preparação entre a derrota contra o Defensa y Justicia, em Brasília, para o Choque-Rei, o treinador apostou em uma formação com três zagueiros – Danilo Barbosa, Kuscevic e Alan Empereur – e uma linha de quatro formada por Mayke, Felipe Melo, Zé Rafael e Victor Luis. Na frente, os titulares foram Gustavo Scarpa, Willian e Luiz Adriano.

– Desde que nós chegamos ao Palmeiras, no ano passado, nós usamos três sistemas. Jogamos o tradicional 4-3-3, comum no Brasil. Eu gosto muito de jogar nesse sistema. E no 3-5-2, que jogamos hoje. Não fizemos nada que não tínhamos feito no passado. No primeiro tempo conseguimos tirar a marcação individual do adversário. Fizemos boas movimentações com o Scarpa e o Zé para abrir esse jogo interior, para então atacar a profundidade, que faltou. Temos muita margem para melhorar.

Felipe Zito e Thiago Ferri analisam a derrota do Palmeiras para o São Paulo

Felipe Zito e Thiago Ferri analisam a derrota do Palmeiras para o São Paulo

– Foi um jogo competitivo, equilibrado, onde nosso adversário teve um pouco mais de bola e acabou fazendo o gol no detalhe. Neste tipo de jogos, clássicos, pequenos detalhes fazem a diferença. Gostei do comportamento geral da equipe. Não gostamos de perder de ninguém, mas não posso estar triste com o que os jogadores fizeram, procurar dar o melhor. Há margem para nós crescermos – avaliou o português.

O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Botafogo, em Ribeirão Preto, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. Na segunda-feira, o elenco viaja para Lima, no Peru, onde enfrenta o Universitario na quarta-feira pela estreia da fase de grupos da Libertadores.

Melhores momentos: Palmeiras 0 x 1 São Paulo pela 5ª rodada do Campeonato Paulista

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Veja outros trechos da entrevista coletiva de Abel Ferreira:

Entrosamento com time modificado
– Não gosto de falar time reserva, não foi assim que ganhamos a Libertadores e a Copa do Brasil. Temos que olhar para o rendimento dos jogadores, não o nome, é por isso que eles competem todos os dias. Meu critério de escolha é o rendimento. Tem um desafio novo para mim. Nunca na minha vida como treinador tive tantos jogos seguidos. Ano passado já foi desafiador, esse ano é ainda mais. Meu desejo é não perder muitos jogadores por lesões, porque sei que vou perdê-los. Não somos máquinas. Tivemos dois títulos a serem decididos, jogos de alto nível físico. Essa é a minha única preocupação. Temos que nos hidratar bem, dormir bem, comer bem e nos preparamos para jogar no domingo.

Estreia de Danilo Barbosa
– Gosto muito de jogadores que fazem mais de uma posição. O Danilo Barbosa foi um jogador que o clube nos apresentou, de baixo custo, que estava por empréstimo, não havia gastos. Vendemos o Emerson e fomos buscar o Danilo. Matamos duas saídas. Tínhamos o Ramires que foi embora, com um salário alto e reduzimos. Vendemos o Emerson e fomos buscar o Danilo. Reduzimos as despesas do clube e matamos duas saídas. Mas gostei. É um jogador que pode jogar de 5, de 8, de 3, faz três posições.

Grupo fechado para a Libertadores?
– Temos grandes jogadores na base. O Fabinho entrou muito bem hoje, mesma coisa do Garcia, jogador de futuro. O Papagaio é o nosso centroavante reserva, entrou com muita vontade. Temos o Giovani, que vocês vão ver ele jogando. E é com esses jogadores que vamos trabalhar. Vamos tentar tirar o máximo de rendimento dos nossos jogadores, que são os que eu tenho.

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Fonte: GE – Globo Esporte.

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