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Segundo OMS, novo coronavírus é 10 vezes mais letal que H1N1

Nesta segunda-feira, 13, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou em coletiva de imprensa que a taxa de letalidade do novo coronavírus é 10 vezes maior

Segundo OMS, novo coronavírus é 10 vezes mais letal que H1N1
Segundo OMS, novo coronavírus é 10 vezes mais letal que H1N1

Redação Publicado em 13/04/2020, às 00h00 - Atualizado às 17h27


Organização afirma que número de mortos pelo novo vírus é muito maior que os da gripe de 2009

Nesta segunda-feira, 13, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou em coletiva de imprensa que a taxa de letalidade do novo coronavírus é 10 vezes maior que a da Influenza A – H1N1 . Segundo a organização, foram reportadas 18.500 mortes durante a gripe de 2009, enquanto a atual pandemia já registrou 115 mil óbitos mundialmente.

Durante sua fala, o diretor-geral da OMS , Tedros Adhanom, alertou países sobre a suspensão do isolamento social e orientou que o afrouxamento seja feito de maneira gradual e lentamente. Isso porque ao passo que a Covid-19 aumenta de forma rápida, a curva leva muito mais tempo para começar a descer. Assim, as medidas restritivas de circulação de pessoas devem ser retiradas de maneira controlada.

Adhanom ainda chama atenção para a necessidade de campanha de diagnósticos em massa de casos suspeitos. Os pacientes que testarem positivo precisam ser mantidos em quarentena. Pessoas que estiveram em contato por contaminados devem ser avaliadas rapidamente.

No entanto, de acordo com a revista médica The Lancet, a letalidade da H1N1 pode ser equiparada com a da Covid-19, já que o número de vítimas fatais é muito maior do que o que mostram os relatórios oficiais. “Esta é só uma fração dos números reais de mortes associadas à pandemia de 2009”, diz o artigo .

De acordo com cálculos feitos pela revista, estima-se que houveram mais de 201 mil mortes por causas respiratórias e 83.300 óbitos por problemas cardiovasculares associadas à influenza A. Portanto, a estimativa apresentada pela The Lancet aponta para um número de vítimas 15 vezes maior em relação ao que foi oficialmente apresentado em 2009.

iG

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