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Segunda fase começa neste domingo (6) com as provas de redação e português.

Redação

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Segunda fase começa neste domingo (6) com as provas de redação e português.

Segunda fase começa neste domingo (6) com as provas de redação e português.

Mais de 35 mil candidatos fazem neste domingo (6) a segunda fase do vestibular da Fuvest 2019, com as provas de português (10 questões dissertativas) e uma redação, cada uma valendo um total de 50 pontos. Na segunda-feira (7), a segunda prova será formada por 12 questões de igual valor, sobre duas a quatro disciplinas, dependendo da carreira escolhida.

Assim como no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a redação da Fuvest também segue o modelo dissertativo-argumentativo. Segundo o Manual da Fuvest, a banca examinadora “espera que o candidato, visando sustentar um ponto de vista sobre o tema, demonstre capacidade de mobilizar conhecimentos e opiniões; argumentar de forma coerente e pertinente; articular eficientemente as partes do texto e expressar-se de modo claro, correto e adequado”. Veja abaixo o que caiu na prova de redação nos últimos dez anos:

2018: Devem existir limites para a arte?

A prova de redação da Fuvest 2018 abordou o tema “Devem existir limites para a arte?”. O tema da redação era embasado com reportagens sobre a polêmica da Exposição Queer Museu no Santander Cultural em Porto Alegre (RS). A exposição sobre diversidade sexual foi cancelada em setembro do ano passado após ataques aos organizadores nas redes sociais. A redação também trazia a nota do Santander Cultural sobre a polêmica.

2017: O homem saiu de sua menoridade?

A prova de redação da Fuvest 2017 abordou conceitos do Iluminismo elaborados na obra de Immanuel Kant. Trechos de um texto do filósofo escrito em 1784 serviram como base para que os candidatos escrevessem uma redação sobre como o homem pode atingir o esclarecimento e sair da “menoridade”, ou seja, se tornar maior, valendo-se do seu próprio entendimento.

2016: As utopias: indispensáveis, inúteis ou nocivas?

A prova de redação na Fuvest 2016 tinha como tema “Utopia”. A prova citava o filósofo Thomas More (1478-1535), autor de “Utopia”, em que o pensador inglês descreve uma sociedade perfeita. “Utopia” se divide em dois livros. No primeiro, More faz uma crítica à realeza, às perseguições religiosas e à justiça cega da Inglaterra. No segundo, apresentava uma sociedade alternativa a tudo isso. Trecho de “A República”, de Platão, que inspirou More, também foi citado na prova.

2015: Desagragação social

Em 2015, o tema da redação foi “desagregação social”. Para desenvolver o assunto, os candidatos tiveram acesso a três textos de apoio que mostravam que seja em um estádio de futebol ou em uma balada, há pessoas que podem pagar para ter um espaço reservado e vantagens em relação às outras. Foi usado também o termo “camarotização.”

2014: Envelhecimento da população

A redação da Fuvest em 2014 teve como tema o envelhecimento populacional e as formas de lidar com os cuidados médicos com a população no fim da vida. Dessa vez, sem uma pergunta que definisse um tema específico, a prova exigiu que os candidatos considerassem as diversas implicações éticas, culturais, sociais e econômicas ao redor do episódio japonês, inclusive a comparação com a realidade brasileira, para redigir um texto dissertativo que pudesse ser publicado em jornais, revistas ou sites jornalísticos.

2013: Consumismo

Candidatos da edição de 2013 da Fuvest redigiram a redação sobre consumo. Foi apresentada uma propaganda de um cartão de crédito com a frase “Aproveite o que o mundo tem de melhor.” O tema pedia para relacionar o consumo e a oferta de crédito com o conceito de felicidade e a inversão de valores da sociedade.

2012: Participação política

A participação política foi o tema da redação do vestibular a Fuvest aplicada em 2012. O tema foi apresentado com três textos em prosa, um texto em verso e uma tirinha do cartunista Adão Iturrusgarai publicado no jornal “Folha de S. Paulo” em 2011. Um dos textos tratava da origem da palavra “idiota”.

2011: Altruísmo e o pensamento a longo prazo

Em 2011, o tema foi definido em forma de uma pergunta: “Altruísmo e o pensamento a longo do prazo ainda tem espaço no mundo contemporâneo?” Foram apresentados quatro textos e uma figura. Um dos textos conta a história do paisagista Burle Marx, que trouxe sementes de uma palmeira do Sri Lanka que só floresce a cada 50 anos, e plantou no Rio de Janeiro.

2010: Imagem e realidade

Em 2010, a prova prova trazia dois textos e a imagem de uma janela da qual se via um globo terrestre, nos quais os candidatos deveriam se basear para escrever. Os candidatos tiveram opiniões diferentes a respeito da dificuldade para redigir a redação, já que o tema era considerado “abstrato”.

2009: Fronteiras

A redação da Fuvest 2009 abordou as fronteiras, segundo informaram candidatos que fizeram o exame. O vestibulando teve a opção de dissertar tanto sobre os limites geopolíticos quanto sobre as barreiras do conhecimento.

Como é a avaliação da redação

Cada prova de redação vai ser corrigida por pelo menos dois examinadores. Para definir a nota, eles levam em consideração três quesitos:

1) Desenvolvimento do tema e organização do texto dissertativo-argumentativo: Neste quesito, os examinadores avaliam se o texto segue o estilo dissertativo-argumentativo e se o candidato foi capaz “de ler e de relacionar adequadamente as ideias e informações do textos que a integram”. Além disso, os estudantes precisam mostrar a “pertinência das informações” e “capacidade críticoargumentativa”.

“Não se recomenda, também, que o texto produzido se configure como uma dissertação meramente expositiva, isto é, que se limite a expor dados ou informações relativos ao tema, sem que se explicite um ponto de vista devidamente sustentado por uma argumentação consistente.” (Manual da Fuvest)

2) Coerência dos argumentos e articulação das partes do texto: Os avaliadores também darão nota às redações com base na “correta articulação das palavras, frases e parágrafos” do texto, além da coerência das opiniões expressas pelos candidatos.

“Devem-se evitar contradições entre frases ou parágrafos, falta de encadeamento das ideias, circularidade ou quebra da progressão argumentativa, uso de argumentação baseada apenas no senso comum e falta de conclusão ou conclusões que não decorram do que foi previamente exposto.”

3) Correção gramatical e adequação vocabular: Para garantir uma nota alta, os candidatos precisam mostra rque dominam a norma-padrão escrita da língua portuguesa e demonstrar clareza na expressão de suas ideias.

“Serão examinados aspectos gramaticais como ortografia, morfologia, sintaxe e pontuação, e o emprego adequado e expressivo do vocabulário. Espera-se que o candidato revele competência para expor com precisão e concisão os argumentos selecionados para a defesa do ponto de vista adotado, evitando o uso de clichês ou frases feitas.”

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