O presidente russo, Vladimir Putin, alertou o Ocidente, nesta terça-feira (12), de que as tentativas de isolar Moscou vão fracassar. Ele citou o sucesso do

Redação Publicado em 12/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 10h29
O presidente russo, Vladimir Putin, alertou o Ocidente, nesta terça-feira (12), de que as tentativas de isolar Moscou vão fracassar. Ele citou o sucesso do programa espacial soviético como prova de que a Rússia pode alcançar avanços espetaculares em condições difíceis.

A Rússia garante que nunca mais vai depender do Ocidente, depois que os Estados Unidos (EUA) e aliados impuseram sanções para punir Putin, por sua ordem de 24 de fevereiro para invadir a Ucrânia, o que chamou de “operação militar especial”.
Sessenta e um anos depois que Yuri Gagarin, da União Soviética, entrou para os livros de história ao se tornar o primeiro homem no espaço, Putin viajou para o Cosmódromo Vostochny, no extremo oriente da Rússia, 5.550 quilômetros a leste de Moscou.
“As sanções foram totais, o isolamento foi completo, mas a União Soviética ainda foi a primeira no espaço”, disse Putin, segundo a televisão estatal russa.
“Não pretendemos ficar isolados”, afirmou o presidente. “É impossível isolar severamente qualquer um no mundo moderno – especialmente um país tão vasto como a Rússia.”
Os sucessos espaciais russos da Guerra Fria, como o voo de Gagarin e o lançamento, em 1957, do Sputnik 1, primeiro satélite artificial da Terra, têm importância especial para a Rússia: ambos os eventos chocaram os Estados Unidos. O lançamento do Sputnik 1 levou o país a criar a Nasa, em tentativa de alcançar Moscou.
Putin diz que a “operação militar especial” na Ucrânia é necessária porque os EUA estavam usando o país para ameaçar a Rússia – inclusive por meio da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – e que Moscou teve que defender o povo de língua russa da perseguição na Ucrânia.
Putin afirmou ainda que não tem dúvida de que a Rússia alcançará todos os seus objetivos na Ucrânia – um conflito que classificou como inevitável e essencial para defender seu país em longo prazo.
“Os objetivos são absolutamente claros e nobres”, acrescentou. “Está claro que não tivemos escolha. Foi a decisão certa.”
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Agência Brasil
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