O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou à Procuradoria Geral da República (PGR) que o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, foi quem lhe

Redação Publicado em 03/06/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h31
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou à Procuradoria Geral da República (PGR) que o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, foi quem lhe pediu uma reunião do governo para discutir a situação dos madeireiros após a operação que resultou na maior apreensão da história.
Em nota, a Casa Civil informou que cabia a Ramos, quando estava na Secretaria de Governo, articular com os diversos representantes do Poder Executivo as audiências solicitadas por integrantes de outros poderes e de “instituições externas ao governo”.
“Nesse caso específico [mencionado por Salles], na condição de ministro da Segov, Luiz Eduardo Ramos recebeu pedido de parlamentares de Roraima para expor ao ministério do Meio Ambiente as demandas do estado relacionadas àquela pasta”, acrescentou a Casa Civil.
Ricardo Salles é alvo de um inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da PGR. O Ministério Público quer apurar se o ministro dificultou as investigações sobre a apreensão de madeira, como afirmou a Polícia Federal em notícia-crime. O ministro nega a suspeita.
As explicações de Salles foram enviadas à PGR antes de o órgão ter pedido ao STF a abertura do inquérito. A manifestação foi feita após um pedido de esclarecimentos, quando o caso ainda era objeto de apuração preliminar. O documento enviado por Salles foi anexado ao procedimento que tramita no STF.
No documento enviado à PGR, Salles afirmou que o governo buscou uma resposta política para a demanda dos madeireiros.
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G1
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