Execução é a principal linha de investigação no inquérito que apura a morte do vice-presidente da União da Ilha do Governador , Marcelo Silva Viñhaes, de 60

Redação Publicado em 06/03/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h49
Execução é a principal linha de investigação no inquérito que apura a morte do vice-presidente da União da Ilha do Governador , Marcelo Silva Viñhaes, de 60 anos, na madrugada desta sexta-feira. O carro do carnavalesco, que também era advogado criminalista, foi atingido por mais de 15 disparos. Uma mulher que estava com ele no veículo acabou sendo atingida por estilhaços e socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital municipal Evandro Freire, também na Ilha.
De acordo com testemunhas, durante uma perícia preliminar da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a vítima havia acabado de assistir o jogo entre Vasco e ABC, pela Copa do Brasil em um bar na esquina da Avenida Paranapuã com a Rua Pio Dutra.
Por volta de uma hora da manhã, quando a partida terminou, Marcelo seguiu para um estacionamento para buscar o carro. Foi nesse momento que, segundo testemunhas, dois homens armados, encapuzados e em uma moto passaram e metralharam o vice-presidente. Quem estava no local afirmou para a polícia que escutaram uma rajada de tiros.
A mulher que foi baleada prestou depoimento no final da madrugada desta sexta-feira. A Polícia Civil não divulgou o teor do que disse a mulher.
No bolso de Marcelo os policiais encontraram cerca de R$ 14 mil. O dinheiro foi apreendido. Nas próximas horas os investigadores vão buscar por câmeras de segurança na região que possam ajudar na identificar os criminosos. Testemunhas serão ouvidas nesta sexta-feira.
Marcelo também atuava como advogado da União da Ilha do Governador. Um de seus últimos processos foi em um pedido à Justiça envolvendo o carnaval desse ano.
Marcelo solicitou na Justiça que crianças e adolescentes participassem do desfile da agremiação, que aconteceu no domingo de Carnaval. A Vara da Infância e Juventude acatou. Entretanto, a escola da Ilha ficou proibida de colocar as crianças e adolescentes em carros alegóricos.
Marcelo Silva Viñnhaes foi eleito como vice de Djalma Falcão para comandar a escola entre os anos de 2017 e 2020. Sócio-proprietário da agremiação insulana há mais de 20 anos, o advogado também já foi primeiro secretário da União da Ilha do Governador.
Em 2020, com o enredo ‘Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: Salve-se quem puder!’, dos carnavalescos Fran-Sérgio e Cahê Rodrigues, que falava da luta por uma vida mais digna — a agremiação insulana acabou sendo rebaixada para a Seria A do carnaval carioca.
iG
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